Funcionais dependem de vida equilibrada
O termo alimento funcional foi utilizado pela primeira vez no Japão para destacar a finalidade diferenciada dos alimentos em benefício da saúde. São alimentos identificados pela sigla Foshu (Foods for Specified Use), ou seja, com funções específicas no organismo.
Segundo a pesquisadora Patrícia Fukuma, do Instituto Brasileiro de Educação para o Consumo de Alimentos (IBCA), em 1999 foi criada junto à Câmara Técnica de Alimentos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) uma comissão para assessoramento técnico e científico em alimentos funcionais. Para obter a rotulagem é preciso comprovar cientificamente a eficácia de seus componentes, não sendo permitidas alegações que façam referências a curas.
As alegações já aprovadas pela Anvisa contemplam os ácidos graxos da família ômega 3, encontrado em óleos de canola e girassol, peixes de água fria de origem marinha como o salmão, e alguns vegetais de folhas verdes, como repolho, espinafre e brócolis. Também foram aprovadas as fibras alimentares, o licopeno do tomate, goiaba vermelha, melancia e mamão papaia, e a luteína, também presente em folhas verdes.
A Anvisa reconheceu que o consumo de ácidos graxos ômega 3 auxilia na manutenção de níveis saudáveis de triglicerídeos. Já o licopeno e a luteína têm ação antioxidante que protege as células contra radicais livres. As fibras alimentares auxiliam o funcionamento do intestino. O consumo, no entanto, deve estar associado a uma dieta equilibrada e hábitos de vida saudáveis.(Agência Estado)





