Funcef vende imóveis para adequar ativos a regras do CMN
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2000
Por Maria Fernanda Delmas 
Rio, 10 (AE) - A Funcef, fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal, venderá R$ 390 milhões em imóveis este ano para adequar a divisão de seus ativos aos limites percentuais determinados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O fundo tem 24% do patrimônio total, de R$ 6,5 bilhões, aplicado em imóveis, e precisa reduzir para 18%. Pela proporção atual, o cálculo excedente fica em pouco menos de R$ 400 milhões.
A nova diretoria da Funcef, que assumiu em outubro, tem até outubro deste ano para enquadrar-se. O diretor de finanças, Luis Cazetta, explicou também que a Funcef vai promover uma reestruturação dos investimentos para "casar a liquidez dos ativos com as necessidades de geração de caixa". Cazetta garante que a Funcef é equilibrada e não tem déficit atuarial, por enquanto. Tem 62 mil associados e 12 mil aposentados. "Mas se não fizermos o casamento agora, pode haver problemas no futuro".
Cazetta é um dos integrantes da diretoria a assumir o posto junto com o novo presidente, Edo Antônio Ferreira de Freitas, que estava na seguradora da Caixa, a Sasse. Freitas substituiu Paulo Eduardo Cabral Furtado, que havia sido indicado pelo ex-presidente da Caixa, Sérgio Cutolo. O atual presidente da Caixa, Emílio Carrazai, não mexeu na Funcef durante seus primeiros nove meses de gestão, mas em outubro decidiu promover a substituição.
A Funcef tem R$ 2,5 bilhões aplicados em renda variável e R$ 1,5 bilhão em renda fixa. Segundo o diretor de finanças, o fundo está avaliando também as participações da Funcef em empresas, e deve ter uma posição em dois meses. Em renda variável, a intenção é "colar" os investimentos na carteira do Ibovespa.
Outra medida da nova diretoria será implantar uma controladoria na Funcef, concentrando as funções de gerenciamento de risco, controle das operações financeiras, contabilidade e auditoria interna. "Com a união, haverá mais independência em relação à diretoria financeira, por exemplo", afirmou Cazetta. "Será mais difícil entrar em um ativo errado e o fundo terá uma gestão mais transparente", garantiu.


