Funasa descarta surto de febre amarela
Agência Estado
De Brasília
O presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Mauro Ricardo Costa, garantiu, na última sexta-feira, que não há surto de febre amarela no Brasil. Segundo Costa, o que há é um surto centralizado da doença na Chapada dos Veadeiros, em Goiás, onde técnicos da Funasa localizaram dois focos com intensa presença do mosquito Haemagogus, que transmite a febre amarela na forma silvestre.
A Funasa já contabiliza 13 casos da doença no Centro-Oeste. São cinco oriundos da Chapada dos Veadeiros - que infectou duas pessoas de Brasília, duas de São Paulo e outra no Rio de Janeiro -, seis de cidades de Goiás e outros dois do Tocantins. Um dos doentes de Brasília, o estudante Allesson Neres, de 19 anos, que passou o réveillon na Chapada, morreu em consequência da doença.
Em todo o País, segundo a Funasa, foram registrados até o fim do ano passado, 70 casos de febre amarela, o que significou um aumento de 105% dos casos em relação a 1998, quando houve apenas 34.
Apesar da confirmação dos cinco casos da doença e da presença do mosquito Haemagogus na Chapada dos Veadeiros, Costa diz que há motivo para alarme. Todas as medidas foram tomadas para proteger a população, assegura.
Entre as medidas adotadas estão o bloqueio da doença, por meio de vacinas, nas regiões onde surgiram os casos de febre amarela. Costa explicou que esse bloqueio é feito com vacinação casa-a-casa.
Na região da Chapada dos Veadeiros e no norte de Goiás e Tocantins, onde foram registrados casos de febre amarela, a Funasa fez a vacinação casa-a-casa. Segundo Mauro Costa, a vacina é aplicada rotineiramente nas áreas onde a doença é endêmica - regiões Norte e Centro-Oeste do País e oeste do Maranhão.
Segundo o presidente da Funasa, o vírus da febre amarela descoberto em Goiás é oriundo de macacos que existem em florestas e não pode ser erradicado nem no Brasil nem no mundo. Ele explica também que, em todos os países de florestas tropicais nativas, há circulação permanente do vírus Haemagogus entre os macacos.
Agora, a Funasa vai iniciar, com o apoio dos governos estaduais, uma campanha para imunizar 95% das populações contra a febre amarela, nas regiões endêmicas e não-endêmicas. Atualmente, nas áreas endêmicas, a cobertura vacinal atinge apenas 75% da população.
Para imunizar a população, a Funasa dispõe de 60 milhões de doses da vacina. A Fundação Instituto Owaldo Cruz (Fiocruz), que produz 5 milhões de doses da vacina por mês, deverá dobrar a produção. Além disso, a Funasa está adquirindo 35 milhões de seringas e agulhas para completar o estoque de 120 milhões de unidades e ainda vai montar postos de vacinação em aeroportos, portos e estações rodoviárias.
Costa afirma que até o final de janeiro a Funasa enviará vacina contra a febre amarela para os 22 mil postos de saúde do País. Hoje, segundo ele, o imunizante já está disponível em seis mil postos. Nas áreas endêmicas, a vacina está disponível em todos os postos.
De acordo com Costa, o governo federal ampliou em 1997 a vacinação contra a febre amarela e, no ano seguinte, foram vacinadas 12 milhões de pessoas. A média nos anos anteriores era de 2 a 3 milhões de vacinados. Já em 1999, o número de vacinados subiu para 14 milhões.Presidente da fundação confirma 13 casos da doença no Centro-Oeste mas insiste que não há motivos para que a população se alarme
Agência EstadoCAMPANHAAa Funasa vai iniciar, com o apoio dos governos estaduais, uma campanha para imunizar 95% das populações contra a febre amarela, nas regiões endêmicas e não-endêmicas. Atualmente, nas áreas endêmicas, a cobertura vacinal atinge apenas 75% da população





