Funasa cria grupo técnico para investigar eventuais problemas com a vacina contra febre amarela
Funasa cria grupo técnico para investigar eventuais problemas com a vacina contra febre amarela13/Mar, 20:33 Por Chico Araújo Brasília, 13 (AE) - A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) constituiu um grupo técnico internacional, que contará com membros da Organização Mundial de Saúde (OMS) e Organização Pan-Americana de Saúde (Opan), para investigar "eventos adversos graves" causados pela vacina contra a febre amarela, suspeita de causar a morte de duas pessoas. Katy Cristina Ramos, de 22 anos, morreu na semana passada no interior de São Paulo dez dias após tomar a vacina. Segundo laudo do Instituto Adoldo Lutz, de São Paulo, foram encontrados vestígios do vírus vacinal nas vísceras da paciente. Há suspeita também em relação a morte de uma garota de 5 anos, em outubro, em Goiânia. A comissão, segundo a Funasa, terá a participação de especialistas em epidemiologia e infectologia. O órgão divulgou, na tarde de hoje, uma nota oficial, informando que na região de Americana (SP), onde Katy morreu, foram aplicadas mais de 1 milhão de doses da vacina antiamarílica. E, diz a nota, até agora "nenhum outro caso conhecido de reação adversa vacinal" foi registrado. No País, já foram aplicadas mais de 62,7 milhões de doses da vacina desde 1991. A Funasa registrou este ano 27 casos da doença e 77% deles eram homens. Na nota oficial, a fundação garante que a vacina contra a febre a amarela é considerada uma das mais seguras entre todas as existentes no mundo. "A vacina tem 100% de eficácia", destaca a Funasa, quando lembra que o imunizante é aplicado no Brasil desde o final da década de 30 e foi responsável pela erradicação da febre amarela urbana no País, em 1942. Além disso a Funasa garante que a produção da vacina segue as normas e as recomendações da OMS. A Funasa alerta que os imunodeprimidos (por doença ou medicamentos), transplantados, pessoas em tratamento quimioterápico e com febre acima de 38,5 graus, crianças menores de quatro meses, gestantes e pessoas com alergias à proteína de ovo de galinha e derivados não podem ser vacinados. Campanha - O presidente da Funasa, Mauro Costa, afirmou que a campanha contra a febre amarela continuará em todo o País. Ele também alertou sobre a necessidade de vacinação das pessoas que viajarem para as áreas endêmicas da doença - regiões Norte, Centro-Oeste e Oeste do Maranhão. A vacina deve ser tomada dez dias antes da viagem. "O imunizante é a única forma de prevenção contra a febre amarela silvestre", alerta Costa. Segundo ele, o álcool não interfere na eficácia da doença, mas esclerece que altas doses de bebida podem causar enjôos, tonturas e vômitos. Esses sintomas podem ser também confundidos com reações adversas pós-vacinal.





