Fumante pode largar vício em seis semanas
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segunda-feira, 30 de maio de 2005
Betânia Rodrigues<br>Reportagem Local 
O cigarro mata cinco milhões de pessoas no mundo por ano e conquista adeptos cada vez mais jovens. A união entre o alcatrão, nicotina e monóxido de carbono causa imensos estragos à saúde do fumante. A vontade de abandonar o vício, muitas vezes, é menor que o medo da abstinência. Por isso, a fisioterapeuta Ana Luiza de OIiveira Souza e a dentista Andrea Carraro Badin criaram um método que elimina esse risco. O tratamento é baseado em medicamentos e informação transmitida em grupo durante seis semanas e mantindo mensalmente até completar um ano. ''Evitamos o terrorismo de imagens e números chocantes. Preferimos mostrar as vantagens de um organismo sem a presença do cigarro'', disseram.
Hoje, Dia Internacional de Combate ao Fumo, as profissionais ficarão entre 12 e 22 horas, no Catuaí Casa, fazendo testes gratuitos que medirão a quantidade de monóxido de carbono no organismo e o nível de dependência do interessado.
A professora Dirce Bordin, 65 anos, lembra que não dormia se não houvesse cigarro em casa. ''Tinha medo de acordar de madrugada e não poder fumar''. Ela fumou por 40 anos, tragava 40 cigarros por dia. Dirce faz parte de um grupo de 170 pessoas que aderiu ao Programa de Abandono do Tabagismo, coordenado pelas especialistas. O trabalho começou há três anos e há dois é realizado em parceria com o Hospital do Coração de Londrina.
Além dos prejuízos físicos, o cigarro também acarreta danos financeiros para o usuário e seu patrão. Segundo o executivo de vendas Lucas Calvi, 41 anos, é necessário, no mínimo, dois minutos para fumar um cigarro. Multiplicando esse tempo pela quantidade de cigarros que fumou durante 20 anos, ele agradece a cura do vício. ''Melhora a respiração, o sono, o paladar, o olfato e até o sexo'', garante.
Serviço:
Mais informações sobre o tratamento no Hospital do Coração pelo telefone: (43) 3345-1921.


