Os brasileiros sabem muito pouco sobre o enfisema pulmonar, frequentemente ligado ao hábito de fumar. Especialistas garantem que o cigarro contribui para mais de 90% dos casos da doença que não tem cura e que costuma se manifestar após muitos anos de tabagismo. Frequentemente, o diagnóstico é tardio, quando o fumante já tem mais de 40 anos.
O enfisema pulmonar se caracteriza pela destruição dos alvéolos que formam os pulmões. Os alvéolos são pequenas estruturas parecidas com sacos, onde ocorrem as trocas gasosas (entra o oxigênio e sai o gás carbônico).
Além do consumo de cigarro, a doença também pode ser causada pela deficiência da enzima alfa-1-antitripsina. Nesse caso, é uma herança genética que determina a perda dessa proteína protetora dos pulmões. Essas situações são mais raras e costumam se manifestar em pessoas que, além da falta da enzima, são fumantes. Para diagnosticar, é necessário um exame para detectar a quantidade da substância no sangue.
Uma outra causa é a exposição à sílica, muito comum entre trabalhadores de fábricas de vidro e pedreiras. Para prevenir, recomenda-se uso de máscaras protetoras nesses ambientes, além de uso de umidificadores de ar.
O principal sintoma do enfisema pulmonar é a falta de ar, mesmo na realização de atividades cotidianas, como subir escadas e jogar bola. Geralmente, essa reação do organismo costuma ser atribuída ao sedentarismo ou à idade avançada, no caso dos mais velhos. No entanto, para os fumantes, esse pode ser um sinal de alerta.

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