O delegado Carlos Alberto Nunes Pinto, responsável pela investigação do assassinato de Paulinho de Andrade, disse que trabalha com as hipóteses de vingança e a ligação com a disputa por pontos de aposta herdados por Paulinho, após a morte de seu pai.
A hipótese de crime passional também não está descartada, pois um fato intriga a Polícia: a reação da mulher de Paulinho, Beth Andrade. A frieza e a falta de emoção, sem lágrimas e crises chamaram a atenção do delegado. ‘‘Ela estava muito tranquila para alguém que perdeu o marido em um crime bárbaro’’, destacou o delegado. Ela chegou ao local do crime 20 minutos depois de o marido ter sido assassinado.
Logo após o assassinato, o criminoso invadiu um posto de gasolina, dominou o motorista o motorista de caminhão, João Conegudes. Ele disse que estava saindo do Supermercado Extra quando um homem barbudo, de aproximadamente 1,90m, vestindo paletó e gravata, entrou no caminhão com uma arma e, se dizendo policial, mandou que seguisse. A cerca de 500 metros do local do crime, em frente ao Barrashopping, o assassino mandou o motorista parar, desceu do caminhão, e andou em direção ao shopping.
No local do crime, testemuhas disseram que o assassino seria um homem moreno, de cerca de 1,80m, e vestia calça bege e blusa branca social . ‘‘Ele seguiu o carro e fez o disparos, fugindo à pé em direção a um Gol’’, afirmou uma testemunha. Segundo a testemunha, o criminoso não teria encontrado o seu comparsa, que estaria no Gol para lhe dar cobertura.
Mesmo ferido, o motorista da Cherokee arrancou e acabou batendo no canteiro central da Avenida das Américas, perseguido pelo assassino, que fez vários outros disparos. Depois de se certificar de que havia matado Paulinho e seu segurança, o criminoso atravessou a avenida e dominou o motorista do caminhão.

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