Fuga de presos causa pânico em Bauru
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
José Maria Tomazela<br>Agência Estado 

Sorocaba - Uma rebelião nesta terça-feira (24) no Centro de Progressão Penitenciária (CPP3) de Bauru resultou em uma fuga em massa e levou pânico à cidade, com comércio e serviços públicos fechando as portas. Até as 19 horas desta terça, pelo menos 100 dos 152 presos que conseguiram escapar continuavam foragidos. Policiais militares de várias cidades mantinham as buscas pelos fugitivos.
A rebelião começou quando um preso que se comunicava usando um celular foi abordado por um agente de segurança penitenciária. Os detentos puseram fogo na unidade e aproveitaram para iniciar uma fuga em massa - no regime semiaberto, o presídio não é cercado por muralhas. O Grupo de Intervenção Rápida (GIR), formado por agentes, e a Tropa de Choque da Polícia Militar invadiram a unidade. O fogo foi controlado pelo Corpo de Bombeiros.
O CPP fica a 5 km da cidade, às margens da Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, e a fumaça que saía do presídio já era vista do centro. "Nesse momento, havia uma mobilização muito grande da polícia. Tinha viaturas, helicópteros, policiais, aí criou o pânico. As ruas começaram a ficar vazias, a cidade estava parando. Foi quando consultei a direção do Poupatempo e foi recomendado que fechássemos as portas principais", disse a administradora Nadia Bicarato. Segundo ela, o atendimento não foi interrompido, porque a porta lateral permaneceu aberta e, assim que a situação acalmou, as outras foram reabertas. "Mas o movimento caiu."
O taxista Vicente Peres Junior relata que ele e os colegas foram avisados pelo rádio que os presos estariam armados com foices e facões e ameaçando motoristas para pegar os carros para a fuga. Ele deixou o ponto e foi para casa. "Não ia ficar correndo risco", disse.
O clima de tensão na cidade, de 350 mil habitantes, levou a prefeitura a suspender temporariamente o atendimento ao público nos serviços municipais, no fim da manhã. De acordo com nota oficial, a suspensão foi determinada "como medida de precaução". Por determinação do prefeito Clodoaldo Gazzetta, as atividades foram retomadas às 14 horas.
BOATOS
Boatos levaram a Polícia Militar e as empresas a emitir notas desmentindo informações que circulavam pelas redes sociais de invasão de shoppings e um hipermercado, com a tomada de reféns. Não haveria motivo para pânico porque os fugitivos estariam, em sua maioria, na zona rural do município.


