Fucionários do Mappin-Mesbla fazem missa com duas mil pessoas
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terça-feira, 08 de junho de 1999
Por Mônica Ciarelli (especial para AE) 
Rio, 9 (AE) - Cerca de duas mil pessoas participaram hoje de uma missa na Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro, celebrada pelo padre Zeca a pedido do "Movimento Pró-Mesbla". Funcionários e fornecedores do grupo Mappin-Mesbla pediram que o governo se preocupe mais com os problemas sociais que afetam a vida dos brasileiros.
O movimento reivindica a liberação de um empréstimo de R$ 102 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de outras cinco instituições para socorrer a rede de lojas de departamento e salvar cerca de 9 mil empregos.
Além dos funcionários, a catedral esteve repleta também de fornecedores das empresas. A representante de artigos de malha Cláudia Escudeiro, ressaltou que a quebra do Mappin-Mesbla vai acarretar uma série de demissões indiretas. "Pior do que o não pagamento dos contratos é o fim de um trabalho", explicou a representante, que participou de todas as missas já realizadas pela recuperação das companhias.
O padre Zeca foi convidado para celebrar a missa pelos funcionários há duas semanas e se mostrou comovido pelo drama enfrentado pelas famílias dos empregados das duas companhias, incorporadas a um mesmo grupo há menos de um ano. Ele lembrou que muitos dos funcionários presentes à missa não eram católicos praticantes, o que demonstra o desespero vivido atualmente por essas famílias. "Um homem chegou e me disse que era judeu, mas que o importante é ter fé", afirmou.
A comissão de funcionários do Mappin-Mesbla no Rio decidiu cancelar a manifestação que seria feita hoje em frente à sede do BNDES, marcada para depois da missa. O comando do movimento avaliou que a missa deveria ser a única atividade do dia.


