As frutas secas vêm ganhando espaço na mesa do brasileiro não só em ocasiões especiais como Natal e Ano Novo. A praticidade e o alto valor nutritivo fazem delas uma opção de alimentação saudável, principalmente no intervalo das refeições.
  O maior benefício, segundo o médico Gladston Luiz Castro, especialista em medicina da família e fitomedicina, é poder comer uma fruta sazonal fora de época. ‘‘Mesmo com a secagem, elas ainda contém quase todas as propriedades, com exceção da vitamina C e complexo B que se perdem no processo. E não têm aditivos químicos, tão prejudiciais à saúde’’, diz. Algumas são inclusive consideradas alimentos funcionais pelos efeitos benéficos à saúde, como a prevenção de doenças, além da nutrição.
  Mas, como em tudo o que diz respeito à saúde, equilíbrio é fundamental: ‘‘Não dá para abusar e comer à vontade’’, afirma a nutricionista Andressa Montagna, de Londrina. Como são desidratadas, as frutas secas tem maior concentração de frutose, fibras e nutrientes, mas também de calorias. 100 gramas de ameixa in natura, por exemplo, tem 70 calorias, enquanto a mesma quantidade da fruta seca tem 250 calorias. Já as frutas oleaginosas, como as castanhas, têm gordura, que apesar de ser monoinsaturada e ajudar a aumentar o chamado bom colesterol (HDL), também leva ao consumo moderado.
  Para usar nos lanches entre as refeições ou antes e após a prática de atividade física, ensina a nutricionista, o melhor é montar ‘‘saquinhos’’ com algumas unidades de frutas secas. Uma das sugestões é um mix contendo um damasco, duas ameixas ou tâmaras, duas castanhas do Pará, e uma colher de sopa de outra fruta seca como abacaxi, maçã, pêra ou banana. ‘‘Dá para variar isso, e a vantagem é que pela concentração de frutose, elas são bem docinhas, para quem quer e gosta de um doce’’, ensina. O ideal, segundo ela, é comer uma porção dessas de uma a duas vezes por dia, até para não deixar de comer a fruta in natura. ‘‘O saudável é variar o cardápio’’, afirma.
  Na hora de comprar o produto, é preciso ficar atento. ‘‘Como elas podem ser armazenadas por muito tempo, o consumidor deve sempre verificar a validade e se a embalagem permite a visualização do produto’’, afirma o médico. Outra preocupação é com as frutas conservadas em açúcar. ‘‘O melhor é utilizar aquela que só foi desidratada’’, ressalta Andressa.
  Uma das opções disponíveis no mercado, segundo o comerciante Kleber Fernandes, de Londrina, são as frutas liofilizadas (ou freeze-dry), que também são desidratadas, mas tem um processo diferente de produção - à vácuo e em baixíssimas temperaturas (próximo de 40 graus abaixo de zero). ‘‘Elas ficam crocantes e com o sabor mais concentrado’’.

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