Frustrado bloqueio de ferrovia
A possibilidade de acordo, negociada durante o dia, entre o comando nacional da categoria e o governo, contribuiu para esvaziar ontem a mobilização dos caminhoneiros em todo o Vale do Ivaí (região centro-norte do Estado). Eles planejavam inclusive bloquear a Ferrovia Sul Atlântico, nas imediações de Apucarana, considerado o principal entroncamento ferroviário do Norte do Estado, mas não cumpriram a ameaça.
Em Marilândia do Sul (28 km ao sul de Apucarana), alguns caminhoneiros chegaram a atravessar veículos e obstruir um ponto da ferrovia, anteontem à noite, próximo do distrito de Leão do Norte, mas a iniciativa não foi levada adiante. O bloqueio na ferrovia, que inviabilizaria a ligação das regiões Norte e Noroeste com o porto de Paranaguá, durou apenas uma hora, mas nesse período, nenhuma composição ferroviára passou por este trecho.
Na barreira montada em frente ao Posto Leão do Norte, na BR-376, extensas filas de caminhões e carretas se formaram nos dois sentidos da rodovia. E, a exemplo do que ocorreu em outros locais, o maior problema foram cargas de produtos perecíveis.
Em Faxinal e Jardim Alegre, líderes do movimento decidiram liberar os caminhoneiros que transportavam produtos perecíveis. A rodovia BR-466 (Mauá-Pitanga) foi desobstruída no início da tarde e só permaneceram no protesto os motoristas que, de forma espontânea, quiseram ficar.
No início da noite, o único ponto em que permanecia o bloqueio era em Apucarana, no entroncamento da BR-369 com a Rodovia do Milho, nas proximidades do distrito de Pirapó. Neste local, até mesmo veículos liberados em outros bloqueios, continuavam sendo parados e impedidos de seguir em frente. O 30º Batalhão de Infantaria Motorizada, do Exército, estava de prontidão ontem, durante todo o dia, para intervir e garantir o fluxo de trânsito em todas rodovias da região. (Maurício Borges, enviado a Marilândia do Sul)

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