Frota aumenta, mas emissão de CO cai
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quinta-feira, 25 de março de 2010
Diana Brito<BR>Folhapress 
Rio de Janeiro - Apesar do aumento da frota de veículos no país, o nível de CO (monóxido de carbono) teve queda nos últimos 18 anos. É o que apontam dados do 1º Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores Rodoviários, divulgado ontem no Rio. O estudo de qualidade do ar aponta que em 1992 as emissões somaram 5,5 milhões de toneladas de CO - pico da série analisada a partir da década de 1980. Em 2009, o índice ficou entre 1,5 milhão e 2 milhões de toneladas do gás poluente.
''O CO passou a cair a partir de 1992 devido às regras que estabelecem limites de emissões de gases poluentes por veículos de passeio do Proconve (Programa de Controle da Poluição por Veículos)'', disse o gerente de qualidade do ar do Ministério do Meio Ambiente, Rudolf Noronha. ''Todos os automóveis novos têm que atender essas normas, caso contrário não recebem licença do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente dos Recursos Naturais Renováveis) e não têm autorização para sair da fábrica.''
''A partir de 2013 entra em vigor a nova meta de 0,2 gramas por quilômetros. Isso vai reduzir ainda mais a emissão de CO'', disse Noronha. De acordo com o ministério, entre os veículos, as frotas de automóveis continuam sendo as mais poluentes. Já entre os combustíveis, a gasolina é a que mais polui.
A pesquisa mostra que na década de 1980 existiam 7,5 milhões de carros e, em 2008, esse número subiu para 21,1 milhões. O último registro apontou ainda que existiam 36 milhões de veículos (ônibus, caminhões, veículos comerciais, motocicletas e automóveis) em 2008.
Outro dado de destaque foi o aumento de motocicletas no país, que passou de cerca de 270 mil há 30 anos para atuais 9,2 milhões. Segundo o estudo, apenas 2% do total de motos registradas no ano retrasado são bicombustíveis. ''Uma moto emite uma quantidade de CO equivalente a três carros. Ainda não há normas para motos, mas a tendência é que todos os novos modelos sejam flex (bicombustíveis)'', disse Noronha.
Para o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, apenas investimentos na rede de transporte público e políticas de biocombustível podem reduzir esses índices. ''Temos que combinar uma mudança de peso dos modais na participação tanto do transporte de passageiro como no de carga'', disse.


