Arquivo FolhaFloraçãoPlanta Catleyas guttata com Catleyas warneri; na região de fronteira podem ser encontradas orquídeas rarasNa fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina, estudiosos e colecionadores de orquídeas vão encontrar 6 mil espécies da plantas, que somam mais de 25 mil exemplares. As orquídeas são desenvolvidas em habitat original (cultivadas no lugar onde nascem), com períodos de floração durante todos os meses do ano.
Segundo especialistas, na região - que possui clima e solo propícios para o cultivo da planta - é possível encontrar raras espécies de orquídea. Há casos em que um exemplar chega a custar US$ 600. As três maiores exposições de orquideas da região estão localizados em Montecarlo (Argentina), Hernadárias (Paraguai) e Foz do Iguaçu.
Em Montecarlo, a cerca de 160 quilômetros de Foz Iguaçu e a menos de uma hora e meia de carro a partir da Ponte Tancredo Neves, que liga Brasil e Argentina, está localizado um dos maiores orquidários da América do Sul, o Parque Juan Vortisch. São 4 mil metros quadrados com cerca de 1.600 espécies e 400 arbustos naturais.
‘‘O Juan Vortisch tem o maior labirinto vegetal da América do Sul’’, orgulha-se o diretor do parque, Enrique Volberg, que também é integrante de um comitê organizador das festas Nacional da Orquídea e Provincial da Flor, que reúne orquidófilos (colecionadores da planta) e orquidólogos (estudiosos) de várias partes do mundo.
Além de orquídeas, o Parque Schwelm, em Dourado, também na Argentina (a cerca de 100 quilômetros da fronteira pela Ruta 12), cultiva outras flores também muito belas, como bromélias, cascos, romanos, helechos e espécies tropicais que se abraçam em troncos de árvores centenárias.
Em território paraguaio, em Hernandárias (cerca de 30 quilômetros de Foz do Iguaçu) está o Orquidário Regional da Itaipu Binacional, batizado como Associação de Orquidófilos de Alto Paraná Tamanacuna. As estufas reúnem 77 espécies de orquídeas e 44 gêneros de plantas nativas da região. ‘‘Muitos exemplares ainda não tiveram flores e falta confirmar o gênero’’, diz o orquidólogo responsável pela preservação do local, Guillermo Caballero.
Uma espécie rara, a Maloxis Parthoni, chama a atenção. A planta é difícil de ser encontrada por morrer logo que outra orquídea começa a crescer perto dela. Podem ser encontradas outras raridades, como Capanemia Superflua e Asdogyne Kuczynski, além da minúscula Phymatidium Delicatun, que prefere se espalhar pelo solo, ao invés dos troncos.
No lado brasileiro, o Parque das Orquídeas de Foz do Iguaçu, próximo ao Clube Hípico, reserva 48 mil metros quadrados, dos quais 3,5 mil metros são trilhas com 22 estufas com Laléias, principalmente Purpuratas, Catleyas, Cirrhaeas, Catasetuns, Scuticarias, Ansellias, Phalaenopsis e Dendrobius.

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