Santo Antônio Do Içá (Amazonas) - O ministro da Defesa, José Viegas, anunciou ontem, ao desembarcar em Santo Antônio do Içá, a 200 quilômetros de Tabatinga, Amazonas, a instalação de um destacamento do Exército em caráter permanente no local. Esse destacamento irá trabalhar com agentes da Polícia Federal e Ibama e servirá para intensificar a vigilância na região, ajudando a coibir o tráfico de drogas. Santo Antônio de Sá é um grande ponto de passagem de drogas.
Viegas, que está na região para acompanhar a operação Timbó, anunciou ainda que se reunirá hoje, pela segunda vez esta semana com a ministra da Defesa da Colômbia, Marta Lúcia Ramirez, para intensificar as relações entre os dois países e reforçar o acordo de cooperação nas áreas de inteligência e vigilância aérea assinado semana passada. Marta Lúcia Ramirez virá ao Brasil acompanhada dos comandantes do Exército e Aeronáutica. Viegas está acompanhado também dos comandantes da Aeronáutica e Exército.
Ao ser indagado se há preocupação do governo brasileiro com a presença de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farcs), Viegas disse que esta é uma preocupação sobretudo dos colombianos. ''As Farcs não têm nada o que fazer aqui. Se vierem, serão recebidas à altura'', disse.
Viegas está no Amazonas para participar do encerramento da operação Timbó, que prioriza ações de vigilância na fronteira mediante o patrulhamento de rios o controle do espaço aéreo e terrestre. A operação também serve para coibir ações de narcotraficantes e guerrilheiros, os ilícitos ambientais e aqueles ocorridos junto às comunidades indígenas.
Participam, da operação, além das Forças Armadas, Polícia Federal, Receita Federal, Sipam (Sistema de Proteção da Amazônia), Ibama, Funai, e Secretarias de Segurança Pública do Amazonas e do Acre. A operação está sendo realizada na fronteira do Brasil com os Estados do acre e Amazonas com Colômbia e Peru. Exército, PF e Ibama intensificam vigilância na região amazônica.
As Forças Armadas consideraram ''um sucesso'' o resultado da operação Timbó. Os militares comemoravam ontem que nos seis dias de trabalhos conjuntos não foi detectado nenhum vôo irregular na área. Assim como também desapareceram dos rios os barcos irregulares.

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