Frio exige cuidados com a saúde
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terça-feira, 06 de maio de 2003
Denise Angelo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A variação de temperatura que aconteceu no Paraná durante o final de semana trouxe com ela muitos casos de resfriados, gripes e outras doenças do sistema respiratório, como broncopneumonias e pneumonias. Nessa hora, saber diferenciar uma doença da outra é fundamental para evitar complicações.
O pneumologista Ricardo Alves explica que o resfriado é a infecção das vias aéreas superiores. Portanto, ataca a garganta, os ouvidos e produz coriza. ''O resfriado dura de dois a cinco dias e a pessoa não tem febre'', explica. Para esses casos, o médico diz que é possível tomar analgésicos e antitérmicos, mesmo sem passar por uma consulta. É necessário somente que a pessoa tenha a certeza de que não é alérgica aos componentes do remédio escolhido.
A gripe é uma infecção sistêmica e atinge o corpo todo. Portanto, além dos sintomas presentes no resfriado, uma pessoa com gripe apresenta também febre e dores no corpo. ''Normalmente a pessoa que tem gripe fica bastante prostrada'', explica o especialista.
Alves recomenda que toda a pessoa que apresentar os sintomas de gripe procure um serviço médico porque a gripe pode predispor a pessoa a outras doenças, como sinusites, otites (infecção no ouvido) e até mesmo pneumonias. ''É por isso que é tão importante que os idosos tomem vacina contra gripe. Porque eles já possuem um sistema imunológico mais debilitado e a gripe pode trazer sérias complicações'', explica.
O que diferencia a gripe de um caso mais grave, como pneumonia, é a intensidade da expectoração e as dores toráxicas. Na pneumonia, esses dois sintomas são muito mais fortes.
O período de transição entre o outono e o inverno também exige mais cuidado de pacientes que possuem doenças crônicas, como rinite e asma. ''A mudança brusca de temperatura provoca crises mais frequentes e mais intensas nesses pacientes. Por isso eles precisam fazer acompanhamento constante'', aconselha.
Para se prevenir das doenças de inverno, o médico orienta que as pessoas se agasalhem bem e que evitem ficar em locais fechados onde existam aglomerações. ''A população tem o costume de, por exemplo, fechar a janela dos ônibus achando que o vento as deixará doentes. O que permite a transmissão das gripes não é o vento e sim os ambientes fechados, onde os vírus encontram condições de se proliferarem'', conclui.


