Curitiba - Nenhuma morte por conta da dengue foi acrescida aos 57 óbitos causados pela doença desde agosto do ano passado, quando iniciou o ano epidemiológico 2015/2016 para a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa). O acompanhamento semanal, divulgado ontem, também apontou que o frio intenso que tomou conta do Paraná eliminou todos os 19 pontos de risco de desenvolvimento do mosquito Aedes aegypti do mapa de climático de monitoramento da doença. No boletim anterior, Cambará ainda aparecia com baixo risco para novas populações de insetos adultos (vetores) da dengue.
"Com as temperaturas baixando ainda mais, esse resultado era previsível. De qualquer forma permanece o alerta para a prevenção permanente por meio da eliminação dos criadouros, já que somente o mosquito adulto não sobrevive ao frio, os ovos resistem por até 400 dias esperando calor para se desenvolverem, por isso que localidades da Região Norte voltam rapidamente a despontar no mapa de risco climático em função de registrarem temperaturas mais altas mesmo no inverno", enfatizou o coordenador da sala estadual de situação da dengue da Sesa, Raul Bely.
Pelo último boletim, 1.277 novas notificações da doença foram registradas no Paraná, passando de 141.616 para 142.889 casos. Foram confirmados mais 1.282 casos da doença, passando o total de 50.333 para 51.615. Com essas confirmações, fruto de exames laboratoriais represados de outras semanas, os municípios de Paranapoema e Nova Esperança passaram a figurar no grupo em situação epidêmica, com a relação de 300 ou mais casos por cem mil habitantes.
Os casos confirmados de chikungunya aumentaram de 72 para 75, sendo que dois foram de moradores de Cianorte e um de Piraquara. Os números confirmados de zika aumentaram de 316 para 324, sendo dois novos casos em Nova Prata do Iguaçu, dois em Cafelândia, dois em Corbélia, um em Pranchita e um em Cascavel.

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