Frio agrava situação de chilenos desabrigados
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quinta-feira, 06 de junho de 2002
Agência Efe 
Santiago do Chile - As baixas temperaturas das últimas horas agravaram as condições dos mais de 49.000 desabrigados, vítimas do temporal que castigou o centro-sul do Chile nos últimos dias.
Na Região Metropolitana de Santiago, a temperatura mais baixa (1 grau centígrado) foi registrada na madrugada, acompanhada de um espesso nevoeiro que cobriu toda a cidade, especialmente denso na parte oeste da cidade.
Ontem, em meio ao intenso frio, equipes de voluntários visitaram as partes da cidade mais afetadas pelos temporais e que suportaram talvez a pior noite, em meio ao barro e à umidade que persiste nas casas inundadas.
Segundo os últimos relatórios sobre os estragos que o temporal deixou, um indigente, morto por hipotermia, somou-se às 13 mortes registradas até o meio-dia de ontem.
O último balanço do Escritório Nacional de Emergência (Onemi) estima que 199.511 pessoas foram atingidas pelas chuvas, das quais 49.310 ficaram desabrigadas e 5.209 foram hospedadas em abrigos. Ao todo, cerca de 28.000 casas foram danificadas nas oito regiões que sofreram com o mau tempo.
A região Metropolitana, de 5,5 milhões de habitantes, foi a mais prejudicada, com 169.917 pessoas atingidas e 32.693 desabrigadas.
As cenas mais dramáticas foram registradas nos mais de 50 albergues improvisados na cidade. O frio foi o pior durante toda a noite, precisamos de muita ajuda, colchões, cobertores, roupa, e o que puder ser doado porque faz muito frio, disse uma das voluntárias na Escola Estrela do Chile, transformada em abrigo para 105 pessoas, entre elas 43 crianças.
O principal medo dos hóspedes dos albergues é voltar para suas casas inundadas a maior parte delas ficou com mais de um metro de água. O que fazer quando chegarmos em nossas casas, se água ficou na altura do pescoço e perdemos tudo?, per


