Apucarana- O Frigorífico King Meat de Apucarana (Região Centro-Norte) foi fiscalizado ontem pelo Ministério Público do Trabalho devido à contratação de temporários para substituir parte dos 150 funcionários que estão em greve há dois dias. A medida teve como resposta um panelaço promovido pelos trabalhadores na porta da empresa, único frigorífico do Paraná e um dos poucos do Brasil a abater cavalos. A rápida contratação de diaristas, segundo os grevistas, foi para manter a exportação de 6 mil quilos de carne que seguiriam para Japão.
Cerca de 100 funcionários permaneciam desde às 5h30 na porta do frigorífico. Os trabalhadores reivindicam elevação do piso de R$ 415 para o salário mínimo regional que, para a categoria, é de R$ 544. Para os funcionários que recebem acima do piso, pedem 5% reajuste a maio de 2007 mais 7% referente ao maio de 2008.
Os funcionários estão há dois anos sem reajuste salarial, segundo Euclides Almeida, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Alimentação de Apucarana. Como não foi assinado o acordo coletivo em 2007 e 2008, Almeida explica que foi exigido ao menos o piso regional, determinado pelo Ministério do Trabalho. ''Como a King Meat não respeita a representação dos trabalhadores, ela tem que respeitar a lei brasileira'', cobrou.
O chefe da agência regional do Ministério do Trabalho, Anacleto Romangnoli Filho, disse que o frigorífico estava sendo fiscalizado após denúncia feita pelo Sindicato dos Trabalhadores. Sobre o que estaria sendo fiscalizado e se a empresa seria multada por contratar trabalhadores para substituir os grevistas, Romangnoli afirmou que ''a informação diz respeito à empresa e o Ministério Público do Trabalho''.
Procurada pela reportagem, a direção da empresa não se manifestou. Na portaria, um funcionário informou que nenhum dos diretores e nem dono estavam no local.

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