O advogado Sérgio Antônio Vieira, procurador do frigorífico Frigomax, de Arapongas, contestou ontem algumas informações de reportagem publicada domingo na Folha - que mostrou reclamações de moradores sobre poluição gerada pela empresa. Segundo ele, a Ação Civil Pública citada pelo Ministério Público foi ajuizada contra antigos arrendatários do frigorífico, e não contra a atual arrendatária.
Vieira disse que a lagoa de retenção mostrada pela Folha não pertence ao Frigomax. ''É de esgoto lançado por posto de gasolina e pela própria Sanepar''. A lagoa citada fica a poucos metros do ribeirão Bandeirantes do Norte.
Quanto à informação de que o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) assinado entre o Frigomax, Ministério Público, IAP, e outros órgãos, previa a desistência de um Termo de Interdição/Embargo, o advogado ressaltou que é uma medida a cargo da empresa. ''Não é o órgão ambiental que vai retirar, somos nós. Esse é um recurso que ajuizamos contra a interdição ocorrida em 2002''. Na ocasião, o IAP embargou a empresa por poluição ambiental.
Por fim, Vieira afirmou que o resíduo líquido lançado pelo Frigomax no ribeirão passa por tratamento prévio. ''Ele passa por uma peneira e tratamento com matéria orgânica. Temos laudos da UEL e UEM demonstrando sua qualidade''.
O fiscal ambiental do IAP, Nelson Pereira, explicou que os laudos citados pelo advogado se referem ao teste do equipamento previsto no TAC para melhoria da qualidade dos resíduos, e não ao despejo global da empresa. ''É um teste piloto do que está sendo implantado. Atualmente, o resíduo da empresa ainda está irregular''. O Termo de Ajuste dá prazo até o início de 2007 para o Frigomax cessar os danos ambientais.

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