Nelson Sato

Josoé de CarvalhoMuita genteSegundo o Corpo de Bombeiros, o laudo do IAP não alterou o fluxo de banhistas. A média é de 4 mil pessoas nos finais de semanaO calor em Londrina levou muita gente a se banhar no Lago Igapó, ontem à tarde. Senhoras, senhores, crianças e jovens disputavam espaço nas proximidades da barragem sem saber que o local estava, enfim, despoluído e ‘‘liberado’’ para o lazer.
A boa notícia foi anunciada no começo da semana pela Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), com base nas análises de laboratório feitas pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), que constatou níveis excelentes de água em alguns pontos do lago.
Para os frequentadores, porém, a placas recém-instaladas indicando os locais próprios e impróprios para a recreação passaram ‘‘batidas’’. ‘‘Eu nem sabia disso. Venho aqui há três anos e nunca tive problema nenhum de saúde’’ - dizia Waleska Cibele Moreno, 18 anos, acompanhada de uma amiga que garantia frequentar o local desde criança sem também ter contraído qualquer problema decorrente da água.
Como elas, muitos banhistas passaram a tarde ali sem notar a presença das novas placas. ‘‘Placa? Que placa?’’ - perguntava, olhando para os lados, o mecânico Valmir Pereira, 19 anos. Segundo o soldado Aldo, do Corpo de Bombeiros, também não houve aumento no fluxo de pessoas por causa da divulgação dos resultados das análises da água. ‘‘A maioria das pessoas é desinformada. A quantidade de pessoas que está aqui hoje é a mesma de outros sábados, domingos e feriados’’ - observava ele, estimando a presença de 4 mil frequentadores.
No boletim do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), dois pontos do Lago Igapó I apresentaram resultados surpreendentes. Tanto na altura da barragem como nas proximidades do teatro, a água foi considerada de ‘‘excelente’’ qualidade - embora o segundo local seja considerado perigoso para a recreação devido à profundidade, que chega a seis metros.
Já em outros pontos do Igapó - como sob as pontes da avenida Higienópolis e na região do parquinho - a água apresentou alto índice de coliformes fecais. As amostras foram colhidas por técnicos do IAP entre os dias 11 de dezembro e 8 de janeiro.

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