São Paulo, 31 (AE) - Em cerca de um mês, os frequentadores do Parque do Ibirapuera vão ter de pagar para estacionar o carro. A Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente ainda não decidiu se vai terceirizar o serviço ou se contratará uma empresa para operar o estacionamento do parque. As 2.500 vagas, atualmente gratuitas, vão ser reduzidas para 1.300.
"O preço será de R$ 2,00, no máximo", diz o chefe de gabinete da secretaria, Carlos Alberto Ungaretti Dias. Segundo ele, o estacionamento do Ibirapuera é apenas um item do programa de modernização dos 31 parques da cidade. A idéia é fazer um plano diretor para os parques com a participação dos frequentadores e buscar recursos alternativos.
A empresa que explorar o estacionamento, em troca terá de cuidar da manutenção e melhoria do parque, colocar mais seguranças e monitores para informar o público. Em cada parque serão observadas as características mais relevantes.
Em alguns, como o Parque do Carmo, serão melhoradas as áreas para churrasco e piquenique. No Ibirapuera vai ser recuperada a Marquise, que o arquiteto Oscar Niemeyer criou para interligar os vários pontos de cultura. "Com o tempo passou a ser ocupada por várias coisas", comenta Dias.
Foram erguidas paredes para acomodação do Museu do Presépio e de um posto do PAS, o Museu de Arte Moderna ocupa uma das pontas. "A idéia é, a médio e longo prazo, tirar tudo de lá", afirma Dias. Ele reclama que uma fábrica de sorvetes e camelôs comercializam no parque sem pagar nenhum imposto.
"Essas coisas têm de dar retorno." Além de recuperar a Marquise deverão ser tomadas precauções para evitar que ao sair, os expositores deixem piso e teto danificados. "Quem usar vai ter de pagar o que estragou."

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