Dois frentistas de um posto de combustível próximo a entrada do aeroporto de Porecatu se assustaram com a imagem do vôo rasante e forte ruído do Boeing 737, em uma tarde como todas as outras no estabelecimento que serve principalmente a caminhões que transportam cana-de-açúcar para a moagem na usina instalada no município e caminhões tanques carregados com adubo líquido orgânico. ‘‘Vi aquele bichão e me assustei’’, disse Luciano dos Santos, 25 anos. ‘‘Fiquei observando até ele pousar. Achei tudo muito esquisito’’, acrescentou Odair Inácio Nunes, 25 anos.
Imagem e barulho da aeronave deixaram em pânico Luciano e Odair, que minutos antes observavam motorista da caminhonete usada para a fuga dos assaltantes
Santos e Nunes estranharam mais ainda a situação depois que a imensa aeronave decolou, 15 minutos depois. ‘‘A gente não tinha idéia do que havia acontecido, mas ficamos desconfiados que não era coisa boa’’, contou Santos.
As testemunhas garantiram que uma Ranger branca esteve estacionada no pátio do posto minutos antes do pouso do Boeing. Não era nenhum veículo da clientela do posto, quase toda conhecida dos funcionários do local. Dentro do utilitário, um desconhecido: bem vestido, branco, estatura mediana, de óculos escuros. ‘‘Ele ficou parado circulando, como se estivesse nervoso e esperando alguma coisa. Demorou um pouquinho e foi embora’’, relatou Santos.
A Ranger saiu em direção ao aeroporto que, em linha reta, fica a pouco mais de 500 metros do posto. ‘‘Prestamos atenção. O carro não retornou pela rodovia’’, garantiu Nunes. Até às 20h30 de ontem, a polícia ainda não havia ouvido os dois frentistas.

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