Rio, 06 (AE) - O presidente nacional do PPS, senador Roberto Freire (PE), definiu como "ridículas e irresponsáveis" as acusações do presidente nacional do PMDB e líder do partido no Senado, Jáder Barbalho (PA), segundo as quais a candidatura do ex-ministro da Fazenda Ciro Gomes à Presidência estaria sendo patrocinada politicamente por tucanos e que os participantes da estratégia seriam os governadores de São Paulo, Mário Covas (PSDB); do Ceará, Tasso Jereissati (PSDB); de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e do Mato Grosso, Dante de Oliveira (PSDB).
"É uma tentativa de desqualificar um projeto político sério que está ganhando força", disse Freire. "Isso é bem o estilo de Jáder, que diz ser aliado do governo Fernando Henrique
mas, na verdade, é um dos maiores problemas da base do presidente." Na avaliação de Freire, "Jáder Barbalho ficará desqualificado porque envolveu pessoas sérias como os governadores tucanos, numa especulação ridícula e sem fundamento".
O peemedebista, em entrevista ao jornal "Folha de S. Paulo", disse que os tucanos estariam articulando o apoio a Ciro Gomes como alternativa no caso de o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso terminar com baixa popularidade. Ele ainda afirmou: "Eu não cometeria a indelicadeza de dizer que o Ciro Gomes é um laranja." "É lamentável que o presidente de um partido seja tão irresponsável", reclamou Freire. Para ele, Barbalho cairá no ridículo ao ter respostas das pessoas "sérias" que ele envolveu. O senador pernambucano lembrou que o projeto do PPS, que tem Ciro Gomes como candidato à Presidência, se transformou numa alternativa que está atraíndo políticos de outros partidos "porque é um projeto sério e não serão as declarações do Jáder que provocarão mudanças". Freire não pretende, pelo menos de imediato, tomar qualquer providência em relação ao caso. "Não dá para levar a sério uma coisa dessa", concluiu.

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