São Paulo, 02 (AE) - A festa de Corpus Christi começou com a freira belga Juliana de Mont Cornillon, que viveu entre 1192 e 1258. Ela teria tido visões segundo as quais a Igreja deveria incluir no seu calendário uma festa para a Eucaristia - o maior sacramento cristão. A celebração começou na paróquia em que ela vivia e depois se estendeu por toda a Bélgica.
Em 1264, o papa Urbano IV, que havia sido cônego na Bélgica e conhecido a freira, decidiu transformá-la numa festa da Igreja Católica. Em 1599, a freira foi canonizada, tornando-se conhecida como Santa Juliana.
Até hoje o Código Canônico determina que todo pároco e bispo deve festejar Corpus Christi com missas, cerimônias de adoração eucarística e procissões. "É uma celebração pública, de homenagem a Jesus na Eucaristia e de renovação do compromisso de repartir o pão", diz o bispo-auxiliar de São Paulo, d. Angélico Bernardino.
As primeiras celebrações organizadas por Juliana ocorriam na primavera e as ruas das cidades costumavam ser enfeitadas com flores. No Brasil, a tradição tem sido enriquecida com tapetes feitos de serragem, pó-de-café, tampas de garrafa, grãos de cereais, bagaço de cana e pó-de-café já coado.

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