A celebração nacional pela beatificação de Frei Galvão, o primeiro brasileiro nato nessa condição, acontece hoje, às 15 horas, em frente à Catedral da Sé. O evento deve reunir mais de 20 mil pessoas e marcará a abertura da ‘‘Semana Frei Galvão’’, série de homenagens que o frade franciscano vai receber.
A missa em ação de graças será celebrada ao ar livre pelo cardeal mais antigo do Brasil, d. Eugênio de Araújo Sales, arcebispo do Rio de Janeiro. Como se trata de uma cerimônia nacional, todos os bispos do país devem comparecer. ‘‘O Brasil reagiu bem à beatificação. Frei Galvão tem ampla devoção, principalmente em São Paulo, onde tem o mérito de ter fundado o Mosteiro da Luz’’, diz o arcebispo de São Paulo, d. Cláudio Hummes.
Quatro das 14 freiras da Ordem Concepcionista que vivem enclausuradas no mosteiro serão uma atração à parte na missa ao ar livre. Elas receberam um convite especial de d. Claúdio para participar da cerimônia. Como fizeram um voto de recolhimento, só deixam o claustro em momentos de extrema necessidade. ‘‘Será uma oportunidade rara’’, diz a irmã Cláudia, relações-públicas do grupo de freiras.
As comemorações continuam segunda-feira em Guaratinguetá (177 km de SP), cidade onde Frei Galvão nasceu. Durante toda a semana, serão realizadas missas de ação de graças e eventos culturais no museu dedicado ao beato. A programação da cidade vai culminar com uma celebração, no próximo domingo, na Catedral de Santo Antônio. O padre carismático Marcelo Rossi e o arcebispo emérito de São Paulo, d. Paulo Evaristo Arns, estarão presentes.
O Mosteiro da Luz agendou uma missa campal para o dia 22. No local são produzidas e distribuídas, diariamente, as pílulas de Frei Galvão, consideradas milagrosas por seus devotos. São pequenos pedaços de papel em que está impressa uma oração em latim.

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