Frei Damião terá museu em convento
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segunda-feira, 02 de junho de 1997
Agência Estado 
RECIFE - O frei Damião de Bozzano terá um museu no Convento São Félix de Cantalice, no Pina, onde morava. A notícia foi dada ontem pelo frei Fernando Rossi, de 78 anos, que acompanhou o religioso durante 50 anos, em suas missões.
Segundo Rossi, o museu será construído ao lado da Capela Nossa Senhora das Graças, onde o corpo do capuchinho será enterrado amanhã. Nele serão guardados os objetos pessoais do frei Damião, a cama onde dormia, os títulos que ele recebeu quando missionário, fotos, publicações e reportagens. Não há prazo para o início da construção, que vai depender de doações.
A capela, com o túmulo do frei Damião no chão, diante do altar, foi construída em 1992, por iniciativa de Rossi, depois que o missionário sobreviveu a uma embolia pulmonar no ano anterior.
Subiu para 65 mil o número de pessoas que foram ontem ao velório do capuchinho, na Basílica da Penha, no Bairro de São José, segundo a Polícia Militar. Desde as 2 horas da madrugada de anteontem, quando foi iniciado o velório, um total de 105 mil pessoas foram se despedir do frei, que morreu na noite de sábado, no Hospital Português, depois de passar cinco dias em coma profundo, com morte cerebral.
Milhares de fiéis vieram do sertão pernambucano e de cidades de outros estados, sobretudo de Juazeiro do Norte, no Ceará. Os devotos passam mais de três horas numa fila, esperando pacientemente para ver o corpo do frade, no interior da Basílica. Dezenas de pessoas desmaiaram ontem e tiveram de ser atendidas pela equipe médica que dá plantão no local. Segundo os médicos, o longo tempo sob o sol forte pode estar provocando o mal estar.


