Rio, 26 (AE) - Se ficar comprovado que as duas fitas entregues pela Agência Brasileira de Informações (Abin) à Polícia Federal (PF) para as investigações sobre o grampo no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foram editadas a partir das 46 divulgadas pelo jornal "Folha de S.Paulo", poderá ficar caracterizado uma nova irregularidade: a fraude processual. Segundo a procuradora da República Silvana Batini, que acompanha o inquérito, as fitas são a prova da materialidade do crime. "Essa prova pode ter sido adulterada e manipulada", afirmou. O Ministério Público Federal (MPF) e a PF, se caracterizada a adulteração, vão investigar a autoria da edição. O inquérito teve o segredo de Justiça quebrado hoje, mas até agora a 2ª Vara Federal do Rio não liberou os autos: há algumas partes ainda sob sigilo e o material está sendo separado.

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