Fraude do seguro leva três à prisão
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terça-feira, 03 de junho de 2008
Diego Ribeiro<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Três pessoas foram presas, no balneário Ipanema, em Pontal do Paraná, Litoral, pelo Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce), suspeitas de participar de um esquema que teria fraudado o Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (Dpvat) para receber R$ 13 mil. A prisão fez com que a polícia levantasse a suspeita de que há uma quadrilha especializada que atuaria em Curitiba com fraudes do seguro Dpvat. Cerca de mil laudos do Instituto Médico Legal (IML), em que havia morte por acidente de trânsito, emitidos entre os anos de 2005 e 2008, já estão sendo investigados pela Nurce.
''A possibilidade de existir novos fatos sobre o caso é grande. Outra pessoas podem ser presas'', disse Merege. O policial ainda contou que os três teriam ligação com o João Cavalli, funcionário do IML preso em abril, acusado participar da venda do corpo de um indigente para que um homem aplicasse um golpe de um milhão e meio de dólares em uma seguradora norte-americana.
De acordo com o delegado operacional do Nurce, Wagner Holtz Merege Filho, Ana Paula Lessin Lopes, 21 anos, seu pai, Odilon Lopes, 61, e o corretor Cláudio Lopes, 42, foram presos no dia 29 de maio. A informação só foi divulgada ontem.
Segundo a polícia, Ana Paula teria identificado o corpo de uma vítima desconhecida de um acidente de trânsito como o de seu pai, Odilon. Cavalli e Cláudio teriam oferecido R$ 1,5 mil para pai e filha, que participariam do esquema e protagonizariam uma farsa para pedir o seguro. O resto do dinheiro teria sido dividido entre Cláudio e Cavalli.
''No dia 16 de maio do ano passado, uma vítima de atropelamento deu entrada no Hospital do Trabalhador, mas ela morreu e no dia seguinte foi encaminhada ao IML onde ficou sem identificação até o começo de junho'', explicou o delegado. A polícia ainda afirmou que neste tempo entre a morte e a suposta identificação aconteceu o acerto do golpe.
Segundo o coronel Almir Porcides Junior, interventor do IML há três meses, quando chegou no local, afastou e substituiu os três papiloscopistas cedidos pelo Instituto de Identificação. Entre eles, estaria Cavalli, que foi preso quando já estava afastado do IML. Porcides informou que a investigação que resultou nas prisões partiram dele, quando recebeu uma denúncia anônima após a prisão de Cavalli, em abril, informando que Odilon ainda estaria vivo. O coronel, então, teria alertado o Nurce para entrar no caso, que ainda continua a investigação.


