Paris- As fraturas de quadril ou de cabeça do fêmur, causadas por osteoporose, triplicarão em todo o mundo até 2050, passando de 1,7 milhão para 6,3 milhões de casos, segundo estudo que a revista médica britânica The Lancet publicará em sua edição de hoje. Estas fraturas, favorecidas pela fragilidade óssea ou a osteoporose e o aumento das probabilidades de queda inerentes ao envelhecimendo, afetam sobretudo as mulheres.
Este número de 6,3 milhões (contra 1,7 milhão em 1990) corresponde a um índice estável deste tipo de fraturas, mas pode disparar até 8,2 milhões caso a incidência aumente simplesmente 1% ao ano, advertem os autores do estudo, o australiano Philip Sambrook e o britânico Cyrus Cooper.
Atualmente, em várias partes do mundo, as fraturas deste tipo aumentam. Oitenta por cento são mulheres e 90% destas são maiores de 50 anos com um crescimento exponencial destas fraturas com a idade. Cerca de 50% das mulheres e 20% dos homens maiores de 50 anos serão mais vulneráveis às fraturas provocadas pela perda de massa óssea e deterioração do esqueleto, segundo o estudo.
Com o aumento constante da expectativa de vida e desde tipo de fraturas, também aumentará o peso econômico para os sistemas sanitários. Em 1997, o custo anual direto e indireto de fraturas de quadris estimou-se em 131,5 bilhões de dólares, segundo um cálculo conservador.
Mais recentemente, o custo total das fraturas por osteoporose, foi calculado em 20 bilhões de dólares só nos Estados Unidos e em 30 bilhões na União Européia, segundo outro estudo publicado pela revista The Lancet em 2002.
A maioria das fraturas de quadril se deve a quedas, lembram os autores, razão pela qual a prevenção das mesmas parece, portanto, importante. Uma das formas mais eficazes é praticar exercício físico, em particular, caminhar.

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