Frangosul quer ampliar em 15% suas exportações
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quinta-feira, 15 de abril de 1999
Por Sérgio Bueno 
Porto Alegre, 16 (AE) - A Frangosul SA, adquirida em 1998 pelo grupo francês Doux, pretende elevar em 15% as exportações de aves e suínos este ano. Em 1998, as vendas externas da companhia somaram US$ 100 milhões, e segundo o diretor-presidente José Augusto Lima de Sá, a expansão será obtida com operações no mercado internacional em conjunto com as novos controladores. "Vamos atuar complementarmente com o grupo Doux em novos mercados", disse Lima de Sá.
O executivo explicou que a empresa está projetando ainda um crescimento de 15% até o ano que vem na produção de aves, que em 1998 somou 138 milhões de unidades, sendo entre 35% e 40% destinados à exportação. O abate de suínos, atualmente em 400 mil cabeças por ano, também deverá aumentar, mas ele não quis fazer projeções a este respeito.
Até o final do ano 2000 a Frangosul vai investir R$ 45 milhões na ampliação da sua capacidade de produção. A maior parte será empregada na duplicação do abatedouro de Passo Fundo (RS). Além dessa unidade, a empresa dispõe de plantas industriais em Caxias do Sul, Montenegro, no Rio Grande do Sul, e Caarapó, próximo a Dourados, no Mato Grosso do Sul.
Os investimentos incluem R$ 8 milhões referemtes a um convênio firmado hoje com o Banco do Brasil, que vai aumentar de 2,6 mil para 3 mil o número de produtores integrados de aves e suínos. Os recursos serão repassados aos produtores com encargos de TJLP mais 6% ao ano, com seis anos para pagar em pagamentos trimestrais, após 18 meses de carência.
No ano passado a empresa teve um prejuízo de R$ 32,4 milhões, puxado principalmente pela provisão de R$ 32 milhões para contingências fiscais, trabalhistas e créditos de difícil recebimento junto a clientes. "O provisionamento reflete uma postura mais conservadora do novo controlador", explicou Lima de Sá.
De acordo com o diretor-presidente, a Frangosul prevê um crescimento da receita bruta de R$ 380 milhões em 1998 para R$ 434 milhões neste exercício. Ele explicou que a empresa está "trabalhando para alongar" o perfil do endividamento, que concentra 51% dos débitos de R$ 62 milhões com bancos no curto prazo.


