Franco-atirador mata pelo menos 12 em Atlanta
Atlanta, 29 (AE-AP) - Um atirador aparentemente transtornado por causa de perdas financeiras abriu fogo nesta quinta-feira (29) num complexo de edifícios de escritório em Atlanta, matou pelo menos nove pessoas, feriu outras 12 - sete em estado grave -, suicidando-se horas depois, informou o prefeito da cidade, Bill Campbell.
Três parentes do assassino foram encontrados mortos em um apartamento em Stockbridge, 26 quilômetros ao sul de Atlanta. Segundo as autoridades, os três já estavam mortos havia vários dias por causa das "circunstâncias encontradas ao redor dos cadáveres". Os três não foram identificados e não havia mais detalhes. Mas Campbell disse que poderiam ser a atual esposa e os dois filhos do pistoleiro.
O suspeito foi identificado como Mark Barton, um químico de 44 anos, branco, morador do subúrbio de Morrow, que ultimamente se vinha dedicando a especular com ações. Segundo Campbell, o carro de Barton foi interceptado por policiais num posto de gasolina em Cobb County, próximo de Atlanta. "O suspeito foi interceptado sem oferecer resistência e, então, aparentemente naquele momento, ele suicidou-se."
O prefeito informou ainda que uma nota foi encontrada na casa onde os corpos da suposta mulher e dos filhos de Barton foram encontrados sem, no entanto, dar mais detalhes.
De acordo com Campbell, quatro pessoas foram mortas no terceiro andar do Piedmont Centre e outras cinco num edifício vizinho, ambos localizados no distrito financeiro de Buckhead. Segundo testemunhas, Barton tinha duas pistolas calibre 45.
"Aqueles que identificaram Barton disseram que ele conversava normalmente com os funcionários da corretora de valores, quando levantou repentinamente e começou a atirar", afirmou o prefeito.
O tiroteio começou na All-Tech Investiment Group, da qual o suposto atirador era cliente. De acordo com uma testemunha, John Cabrer, Barton fugiu do prédio após o primeiro tiroteio e passou para o prédio vizinho, onde continuou a atirar. Ainda segundo Cabrer, o homem invadiu outro escritório com as armas em punho e gritou para os funcionários: "Espero que isso não faça com que vocês percam o dia de operação."
A rede de TV a cabo americana CNN, que também fica em Atlanta, entrevistou o presidente da All-Tech, Harvey Houtkin, que confirmou as informações de que Barton era um cliente da corretora, uma das maiores dos Estados Unidos, com 22 agências espalhadas por 15 Estados norte-americanos. Houtkin disse ter sido informado de que os primeiros a ser atingidos foram o chefe do escritório e a secretária dele.
O incidente ocorreu pouco depois das 15 horas locais (16 horas de Brasília). Minutos depois, os arredores dos edifícios, no qual estão instaladas várias corretoras de valores, estavam lotados de ambulâncias e veículos da polícia.
"Tudo o que vi foi sangue, muito sangue", disse Scott Belazi
funcionário de outro escritório do Atlantas Buckhead. "Tentei enxergar outra coisa além de sangue, mas não pude."
Scott Lloyd, promotor na cidade de Cedar Bluff, no Alabana, informou ontem que a primeira mulher de Barton e sua sogra foram mortas, nessa cidade, em 1993 a pauladas. A investigação desses crimes ainda está aberta, mas Lloyd se negou a responder se Barton faz parte da lista de suspeitos. Já um outro promotor do condado disse que o pistoleiro era o principal suspeito.
O massacre foi o último de uma série ocorrida nos Estados Unidos nos útimos anos - em escolas, prédios públicos e escritórios - que tem feito crescer a preocupação da população e das autoridades.
Entre os mais recentes se destaca o ocorrido em 20 de abril numa escola secundária em Littleton no Colorado, onde dois estudantes mataram 12 colegas e um professor antes de se suicidarem.





