Com uma hora de atraso, o julgamento dos acusados pela execução do agente penitenciário Francisco Gonçalves Filho começou às 9h30 A demora foi motivada pelo atraso da ré Edicleia de Oliveira Theodora, que não chegou ao tribunal a tempo de presenciar o início dos trabalhos Além dela e do réu André Júnior dos Santos, seriam ouvidas nove testemunhas, sendo cinco de acusação
O julgamento foi conduzido pela juíza Elizabeth Khater O promotor Cláudio Esteves atuou na acusação Os dois réus foram acusados por homicídio qualificado por meio torpe e por dificultar a defesa da vítima Santos foi acusado também por corrupção de menores, por supostamente envolver no crime um adolescente
No processo, consta que Santos teria sido responsável por desferir os tiros contra Chiquinho O adolescente, que já cumpriu medida socioeducativa e está livre, teria dirigido a moto que foi emprestada por Edicleia
O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen), José Roberto Neves, que acompanhou o julgamento com outros representantes da categoria, afirmou que a morte de agentes é fruto da falta de profissionalização do trabalho da classe
''O Francisco foi morto porque trabalhava bem, exigia disciplina Precisamos de maior respaldo '' Ele disse que depois do Chiquinho outros quatro agentes foram mortos no Paraná, ''dois em Londrina e dois em Curitiba'', detalhou
Perante a juiza os réus negaram o crime Conforme o promotor Cláudio Esteves, a morte do agente teria sido uma ordem do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa de São Paulo, e foi motivada por vingança, já que alguns dias antes a vítima participou de uma ação dentro da Presidiária de Londrina em buscade drogas, armas e celulares
Cerca de 80 pessoas estavam no Tribunal do Júri Até o fechamento desta edição, o julgamento ainda não havia terminado

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