O papa Francisco assinou o decreto de canonização do Padre José de Anchieta, a portas fechadas, por volta das 11h20 de quinta-feira, dia 3 de abril, durante audiência particular ao prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, cardeal Angelo Amato, que após o encontro confirmou aos jesuítas que o Apóstolo do Brasil já era finalmente santo. Foi o fim de um longo processo que, iniciado em 1597, logo após a morte do missionário, foi interrompido várias vezes, por razões políticas e financeiras.
"Vamos agradecer a Deus por ter dado Anchieta a todos nós. O Santo Padre é o primeiro a agradecer, porque ele viu, de fato, que Deus está querendo que se coloque para os homens do mundo inteiro este exemplo de amor à humanidade, que é José de Anchieta", declarou o vice-postulador da causa de canonização, o padre jesuíta César Augusto dos Santos, também responsável pelo Programa Brasileiro da Rádio Vaticano.
O preposto ou superior geral da Companhia de Jesus, padre Adolfo Nicolàs, afirmou em mensagem dirigida aos jesuítas que sua comunidade não pode deixar de valorizar "esta figura polivalente, estimulante e de extrema atualidade". Os dois santos canonizados em menos de um ano por Francisco, Pedro Fabro e José de Anchieta, observou, "cumpriram missões tão diferentes e, não obstante isto, tão similares no espírito da Companhia, que deve animar nossa missão". Fabro foi companheiro de Santo Inácio de Loyola entre os primeiros jesuítas.

Proclamar alguém santo, de acordo com complexas normas da Igreja Católica, por parte exclusiva do Papa; geralmente, refere-se a uma pessoa já falecida

Chegou à costa brasileira em julho de 1553 com outros seis jesuítas e, em menos de um ano, dominava o tupi com perfeição. Ao longo dos seus 43 anos no Brasil, participou da fundação de escolas, cidades e igrejas

O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

mockup