Campinas, 07 (AE) - Os advogados do prefeito de Campinas
no interior de São Paulo, Francisco Amaral (PPB), entraram hoje com uma ação no Tribunal de Justiça (TJ) para tentar extinguir a Comissão Processante (CP) da Câmara Municipal que investiga sete supostas irregularidades na prefeitura.
O prefeito conseguiu, por meio de liminares, suspender a sessão que analisaria o relatório final e os trabalhos da comissão.
O assessoria jurídica do Legislativo tentou cassar apenas uma das liminares, mas não obteve sucesso. A comissão não pode concluir os trabalhos até o julgamento do mérito. O principal argumento usado pela defesa é a falta de provas das denúncias, que vão desde contratação irregular de funcionários até pagamento de altos salários e superfaturamente nos contratos de terceirização de serviços.
O prefeito está seguro de que não vai perder o cargo e até lançou a candidatura à releição, na noite de ontem (06), durante a apresentação do projeto que vai revitalizar o centro da cidade - os investimentos chegam a US$ 480 milhões, em dez anos -, que ocorreu no Centro de Convivência Cultural (CCC), na presença de todo o primeiro escalão da prefeitura.
O que seria uma festa política, que marcaria o pontapé inicial da campanha, quase terminou em tragédia. Houve protestos de estudantes, sindicalistas e líderes de associação de bairros, que são contra o projeto e, semanalmente, organizam um ato público pedindo a renúncia do prefeito. A Polícia Militar interveio. Resultado: 20 manifestantes ficaram feridos e três estudantes foram presos.
A cavalaria da PM foi chamada para conter o tumulto, que terminou em pancadaria e vários vidros quebrados do Centro Cultural. O coronel Dionísio Amaraus Martins, que comandou a operação, disse que toda a confusão começou quando um grupo isolado de manifestantes decidiu enfrentar os guardas municipais
que faziam a segurança no local.
Os manifestantes, que registraram queixa no 1.º Distrito Policial (DP), negam a versão. "Fomos pegos de surpresa pelos guardas, que começaram a bater primeiro com os cassetetes", disse o estudante Luciano Jesse Tibúrcio, um dos que saíram feridos. Ele pretende processar a Guarda Municipal.

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