Adenésio ZanellaA estimativa é que hoje 1.500 franceses e 700 suiços estejam vivendo no Paraguai, trabalhando em diferentes áreas. O empresário Francis Neding, nasceu em Louzane, a segunda cidade mais importante da Suiça francesa. Ele chegou no Paraguai há 12 anos.
Neding conta que estava viajando pelo Brasil para conhecer o País, quando nas Três Fronteiras encontrou um amigo, também suiço, que morava há bastante tempo no Paraguai. ‘‘Esse amigo me mostrou um outro lado da região, principalmente, o campo, as regiões onde a natureza impera. Fiquei encantado e resolvi morar aqui’’, explica.
De técnico em produção de leite, profissão que exercia na Suiça, Neding passou a empresário do setor de turismo. Tem dois hotéis em Ciudad del Este, no Paraná Country Club, um condomínio fechado que é o bairro mais elegante da cidade.
Neding tem uma espécie de agência de turismo. Ele recebe pequenos grupos de europeus, para um programa que varia de 4 a 12 dias na região.
‘‘Escolhi hotelaria porque gosto de viajar e porque sou apaixonado pelo turimo. Acho que para trabalhar nessa profissão é preciso gostar muito’’, diz Neding. O mais difícil para ele foi se adaptar ao calor da região.
O chefe de segurança de uma das maiores lojas de Ciudad del Este, Jean Claude Bonelli (foto), é francês. Ele nasceu no Marrocos, na época que o país era colônia da França. ‘‘Meu sangue é 25% Pirineu, a região francesa que fica na fronteira com a Espanha. Os outros 75%, córsego’’, enfatiza Bonelli, se referindo a ilha francesa que fica no Mediterrâneo.
Bonelli tem histórias cheias de aventura para contar. Aos 20 anos de idade se alistou na Legião Estrangeira para lutar na Argélia (África), uma espécie de estado francês. ‘‘Fiquei lá 3 anos e meio. Para mim foi uma situação semelhante à guerra do Vietnã, a diferença é que na Argélia não tem mato’’.
Depois Bonelli foi para Marselha, cidade no litoral sul da França, onde estudou engenharia de ótica. A América do Sul surgiu em 80. ‘‘Queria ver outros horizontes’’. Bonelli chegou no Paraguai e começou a trabalhar com terra, profissão da maioria dos franceses que vivem na região de fronteira com o Brasil. ‘‘Não sabia falar espanhol e nem português. Assim como não entendia praticamente nada de agropecuária’’, conta.
Isso não foi impecilho para tocar a fazenda durante 9 anos e ser um dos primeiros agricultores do Paraguai a trabalhar com inseminação artificial. Militar, piloto de avião e mergulhador profissional, Jean Claude Bonelli diz que gosta do Paraguai. ‘‘Mas, essencialmente, sinto falta do mar e das montanhas’’.

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