O investimento em ações que reconheçam o parto como ato fisiológico e não como um evento médico é a saída para mudar a taxa brasileira, diz o obstetra francês Michel Odent, introdutor do parto na água na rede pública de seu país. ''É fundamental ver o nascimento como algo natural'', diz ele, autor de mais de 11 livros sobre o assunto.
O médico é um grande defensor do parto em local tranquilo, assistido apenas por uma parteira. Por isso, criou os ''quartos de parto'' em hospitais, que imitam locais aconchegantes e caseiros.
A idéia é que a mulher não fique estressada, promovendo a descarga de adrenalina no sangue e impedindo o fluxo das substâncias que compõem o chamado coquetel do amor, formado por hormônios como a ocitocina (também liberado no ato sexual e fundamental na promoção das contrações do útero), a endorfina e a prolactina.(K.R./A.E.)

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