Francês acusado de matar turista no Rio é preso no Pará e alega inocência
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2000
Por Carlos Mendes, especial para a AE 
Belém, 22 (AE) - Agentes da Polícia Federal (PF) no Pará prenderam, ontem à noite, em Santarém, no oeste do Estado, o francês Sady Guy Beneti, de 45 anos. Ele foi acusado por um motorista de táxi do Rio de Janeiro de matar, com um tiro na cabeça, a turista francesa Martini Halin, em novembro do ano passado, na capital fluminense. Beneti estava sendo procurado em todo o País e tinha contra si um mandado de prisão temporária expedido pela comarca de Itaguaí (RJ).
Em Santarém, ele dava aulas particulares de francês em um velho sobrado no centro da cidade, onde residia desde o final do ano passado. Policiais cariocas devem desembarcar amanhã na cidade para conduzir o acusado até o Rio de Janeiro. Os agentes da PF chegaram ao sobrado através de uma denúncia anônima.
Após cercarem o local, eles invadiram a residência; Beneti não esboçou qualquer reação. O acusado foi levado para a Penitenciária de Cucurunã, uma vez que não havia condições de mantê-lo na sede da PF naquele município. A Polícia Federal informou que o francês estava morando ilegalmente no Brasil, mas não será extraditado porque, se for condenado pela Justiça brasileira, deverá cumprir a pena no Rio de Janeiro. Crime - Martini foi assassinada após deixar o Aeroporto do Galeão, no Rio, em um táxi com o marido, o também francês Ives Halin. Eles estavam no Brasil para participar de um congresso. Os policiais federais acreditam que Beneti foi reconhecido por uma de suas alunas após sua foto ser mostrada em um programa de televisão. Eles não quiseram revelar o nome da denunciante.
O vice-diretor da penitenciária de Cucurunã, José Sebastião Valente Monteiro Júnior, disse que Beneti não quis falar com a imprensa e evitou ser fotografado, alegando que precisaria primeiro falar com um advogado. "Ele está negando o crime. E disse que é inocente da acusação que a polícia carioca lhe faz", contou o diretor.
Quando chegar ao Rio de Janeiro, ainda segundo Monteiro Júnior, o acusado prometeu apresentar um álibi, uma namorada que residiria no bairro de Botafogo e que estaria com ele no momento em que Martini foi morta.


