Belém, 17 (AE) - O argelino naturalizado francês Sérgio Mário Fabre foi preso nesta sexta-feira (17) por agentes da Polícia Federal do Pará, na ilha de Mosqueiro, em Belém, dentro de um hotel de sua propriedade, acusado de fazer parte de uma quadrilha internacional de sete pessoas envolvidas no tráfico de cocaína entre Colômbia e França, usando o Brasil como rota.
A ordem de prisão partiu do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. O governo francês já pediu ao Brasil a extradição de Fabre. O pedido está sendo analisado pelo STF. A decisão pode sair na próxima semana. Fabre foi denunciado pelos outros cinco integrantes da quadrilha, presos em Paris no início desta semana com 191 quilos de cocaína. O sétimo integrante do grupo conseguiu fugir.
O superintendente da Polícia Federal no Pará, Geraldo Araújo, contou que a polícia francesa passou a ficha completa de Fabre para os policiais brasileiros poderem armar o flagrante contra ele. As investigações feitas pela PF descobriram que o acusado negociava com o cartel colombiano da droga as remessas de cocaína para a Europa, principalmente a França.
Para poder embarcar a cocaína, ele distribuía o produto em pacotes de um quilo, escondidos dentro de vasos de cerâmica da arte Marajoara e caixas de palmito.
Fabre mora em Belém desde 1970, onde vivia como uma cidadão aparentemente acima de qualquer suspeita. É dono de dois restaurantes em Macapá (AP) e uma serraria na ilha de Moju, 85 quilômetros ao norte de Belém.
O francês também está construindo um hotel, mas a obra parou. Para concluí-la, ele havia pedido financiamento da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).

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