Paris, 01 (AE-AE) - O ex-ditador do Panamá, general Manuel Noriega, e sua mulher, Felicidad Noriega, foram condenados nesta quinta-feira (01) a 10 anos de prisão por um tribunal de Paris. Noriega - que está preso nos Estados Unidos - foi considerado culpado no crime de lavagem de dinheiro procedente do tráfico de drogas. O tribunal ainda condenou o ex-ditador a pagar uma multa de US$ 12,5 milhões e emitiu um pedido de extradição. A mulher do general, Felicidad Noriega, também foi julgada pelo mesmo crime e recebeu uma multa de US$ 16,6 milhões. O processo judicial investigou a lavagem de 15 milhões de francos (cerca de US$ 2,7 milhões) entre 1988 e 1989. Para tal operação, o casal Noriega utilizou-se de várias contas que mantinha em alguns dos principais bancos da França. As investigações apuraram que o dinheiro de Noriega vinha do Cartel de Medellín, da Colômbia, como forma de pagamento pelo uso do território panamenho como corredor de passagem de drogas. No total, a justiça francesa acredita que Noriega lavou mais de US$ 25 milhões em contas abertas no Banco de Crédito e Comércio Internacional - que era conhecido pela sigla BCCI - que foi fechado em 1991 devido à uma fraude internacional. De acordo com as investigações, o dinheiro chegava à França através da Suíça e Liechtnstein. Até agora, a justiça congelou cerca de US$ 7,14 milhões depositados em contas de bancos franceses que acredita-se pertencem ao casal Noriega. Também foram confiscados três apartamentos comprados no nome de Felicidad. O general Manuel Noriega governou o Panamá de 1981 a 1989, quando o exército norte-americano invadiu o país e depôs o regime do ditador. Na época da interferência dos Estados Unidos, Noriega conseguiu fugir e permanecer escondido por alguns meses, sendo preso em janeiro de 1990.

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