França aprova legislação severa antidoping
Paris, 29 (AE) A Assembléia Nacional francesa aprovou, hoje, por unanimidade, o projeto de lei sobre a saúde dos esportistas e a luta contra o doping. O texto da lei é um dos mais rigorosos do gênero. Os deputados aprovaram o projeto da ministra de Juventude e Doping, Marie George Buffet, depois de recolocar no texto vários parágrafos que haviam sido retirados pelo Senado francês. São três pontos principais na nova legislação: a prevenção do doping, a luta contra os provedores das substâncias e a criação de um conselho independente de prevenção e luta contra o doping.
Para alcançar os objetivos, os deputados acreditam que seja necessário a criação de uma lista única de produtos proibidos em todas as modalidades e que os organizadores do esporte se comprometam a respeitar um código de boa conduta. Mas a obrigação dos médicos esportivos de denunciar e identificar os atletas que consomem substâncias dopantes foi suprimida.
Aprovado apenas quatro dias antes da conferência mundial sobre o doping, que será realizada de 2 a 4 de fevereiro em Lausanne, na Suíça, o texto da ministra Buffet dará à França uma das legislaçäes antidoping mais severas. Segundo ela, "os desportistas não devem entender o processo biológico natural como uma armadilha da qual tenham de escapar".
A conferência de Lausanne deve reunir representantes de todos os esportes e países afiliados ao Comitê Olímpico Internacional, para discutir uma forma abrangente de lutar contra o doping. Instaurado após a última Volta da França a competição de ciclismo que, em 1998, foi marcada pelo uso generalizado de EPO o chamado "controle longitudinal" é uma das principais armas atuais contra o consumo de substâncias dopantes. O controle é composto de análises completas, biológicas e fisiológicas, obrigatórias e repetidas periodicamente.
Os resultados dos primeiros controles não são nada confortantes, principalmente no ciclismo. Segundo o jornal "Liberation", 60% dos atletas submetidos aos exames, sofrem graves perturbaçäes biológicas e devem deixar de competir.





