Nice, 02 (AE-AP) - A França recorreu a todos os recursos disponíveis na tentativa de superar a Austrália na final histórica da 100.ª edição da Copa Davis. Construiu uma quadra de saibro, especialmente lenta, do jeito que os australianos não gostam, colocou os jogos em um ginásio, para mais de dez mil pessoas, no Palais de Congress, de Nice, e espera que o nacionalismo francês, com a força da torcida, ajude a empurrar a equipe na conquista do título.
O primeiro duelo vai colocar frente à frente o número 1 da Austrália, Mark Philippoussis, um jogador de quase dois metros de altura e dono de um dos saques mais poderosos do tênis, diante do número 2 francês, o baixinho Sebastien Grosjean, tenista de qualidades técnicas apenas razoáveis, mas de muita raça e que costuma alcançar resultados surpreendentes. Esta partida abre o confronto às 10h30, horário de Brasília. A decisão da Davis será em melhor de cinco partidas (todas em cinco sets) com duas de simples amanhã, a dupla sábado e, no domingo, mais duas simples, invertendo-se os adversários.
O sorteio realizado hoje, determinou que a segunda partida da rodada de amanhã terá a sensação australiana, de 18 anos, Lleyton Hewitt, diante do experiente francês Cedric Pioline, 13.º do ranking. Estes dois jogadores já se enfrentaram por três vezes, com duas vitórias de Hewitt, no Aberto da Austrália e em Queens, em Londres, torneios em superfícies rápidas, o que levou Cedric Pioline a ironizar a atual situação.
"Agora estaremos jogando em uma quadra lenta, em condições bem diferentes", disse. "Além disso, uma decisão da Davis exige experiência, pois estamos jogando pelo nosso país."
Com estas características, de quadra lenta, os franceses podem ser considerados favoritos. A exceção fica para o confronto das duplas. Os australianos contarão com os "woodies", Mark Woodforde e Todd Woodbride, que há anos estão entre as melhores duplas do mundo. A frança terá novamente Olivier Delaitre e Fabrice Santoro.
Entre os técnicos dos dois países, o clima também é de provocação. Enquanto o francês Guy Forget diz que seus jogadores serão favorecidos pela superfície, o australiano John Newcombe garante ter acordado com uma certeza: "Vamos ganhar", disse. "Philippoussis vai surpreender no saibro."

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