São Paulo, 16 (AE) - O governo francês pretende aumentar o número de estudantes brasileiros em suas universidades e instituições de ensino superior. Hoje, em São Paulo, o ministro da Educação da França, Claude Allgre, garantiu que seu país está preparado para incrementar esse intercâmbio. Um dos objetivos de sua visita ao Brasil é divulgar as possibilidades que a França tem a oferecer e definir novas medidas de cooperação na área de pesquisa entre as duas nações. Em sua viagem ao País, que vai até dia 22, Allgre deve assinar um acordo em Brasília na área do ensino a distância.
Alguns desses projetos de interesse bilateral foram assinados durante sua visita ao Edufrance - Salão de Estudos na França, realizado na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Um deles é o convênio entre a USP e a Fondation Nationale des Sciences Politiques, que visa a estabelecer cooperação para a realização de projetos específicos de ensino, pesquisa e extensão de serviço à comunidade.
Jacques Marcovitch, reitor da USP, está satisfeito com a possibilidade de expandir esse intercâmbio, que supera a política restritiva adotada na França no início dos anos 80. Apesar de seu interesse nas áreas humanas, Marcovitch reconhece a importância da França nas áreas biomédica e agrícola e na aplicação das biotecnologias. "Essas são áreas em que, tanto no setor da saúde como na agricultura, a França têm feito avanços que nós queremos acompanhar."
Uma das metas do mandato de Allgre tem sido a introdução das novas tecnologias em todos os níveis de ensino. Mais de 80% dos estabelecimentos de ensino médio franceses estão ligados na Internet. Essa modernização tecnológica quer ser aproveitada pelo governo francês para reforçar seu intercâmbio com os brasileiros e para incrementar o interesse de pesquisas na área.
Facilidades - De acordo com o Alain Auneveux, vice-presidente para as Américas da Agência Edufrance, há uma expectativa de receber uma média de 600 universitários brasileiros a cada ano. "Serão estudantes voluntários, que frequentarão universidades ou instituições privadas de ensino superior", explica. Hoje, o número de universitários estrangeiros é de 130 mil e a agência espera, em cinco anos, chegar a 400 mil alunos.
A Edufrance (www.edufrance.fr) foi criada para facilitar o acesso aos cursos no país. Segundo Auneveux, um universitário custa cerca de US$ 10 mil ao ano. O governo arca com US$ 9,5 mil e o estudante paga US$ 500. Essa mesma oportunidade seria oferecida a estrangeiros.

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