Um levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Osteoporose e Sociedade Brasileira de Reumatologia mostrou que 13,38% das mulheres paranaenses, acima de 45 anos, apresentam fragilidade óssea. A média brasileira apontada pela pesquisa foi de 13,3%. Dos nove Estados que participaram do estudo, o Paraná apresentou a quinta maior média de mulheres com perda da qualidade óssea.

O Ceará liderou a lista com 16,71%, seguido de Minas Gerais (14,55%), Distrito Federal (14,45%), São Paulo (13,83%). No Espírito Santo, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul foram constatados os menores índices 12,46%, 11,75%, 11,5% e 11,08%, respectivamente. A partir desses resultados, estima-se que cerca de 2 milhões de mulheres no Brasil têm comprometimento da massa óssea.

O médico reumatologista Sebastião Radominski, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia, explicou que a fragilidade óssea não pode ser traduzida como osteoporose, porque as 32 mil mulheres examinadas foram submetidas apenas a ultra-sonografia do calcanhar durante campanhas de prevenção à doença realizadas nos últimos quatro anos.

A osteoporose, segundo ele, só pode ser diagnosticada com exame de densitometria óssea. Mesmo assim, para o médico, os dados da pesquisa são preocupantes porque as mulheres que têm fragilidade óssea aumentada, além de ser um indicativo para a osteoporose, correm maior risco de fraturas. As mais comuns são as de punho, vértebra da coluna e do colo do fêmur.

Segundo Radominski, 20% das mulheres acima de 65 anos que são vítimas de fratura do colo do fêmur acabam morrendo no primeiro ano por complicações decorrentes da fratura como a trombose. ''Cerca de 50% delas precisam de apoio para andar, o que interfere muito na qualidade de vida dessas pessoas'', completou.

Radominski afirma que o governo federal deveria dar mais atenção às doenças relacionadas à perda da qualidade óssea, desenvolvendo campanhas e disponibilizando nas unidades de saúde pública equipamentos para diagnóstico da osteoporose e kits básicos de medicamentos de prevenção da perda de cálcio e tratamento da doença. Uma dieta rica em cálcio, exposição ao sol e atividades físicas regulares são as principais recomendações do médico para prevenir a osteoporose.

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