São Paulo, 17 (AE)- O presidente do Banco Central, Arminio Fraga, disse há pouco que a cobrança da multa pela Receita Fedeal não vai impedir a privatização do Banespa, mas vai gerar algum atraso em relação à data prevista. O Banco Central ainda não tem uma avaliação sobre o impacto da multa no valor de venda do banco paulista. Mas Fraga reconheceu que o preço será alterado. "O Banespa é um grande banco que tem um grande ponto de negócios. O interesse não vai desaparecer", afirmou. Em relação à possível queda de potenciais compradores do banco, Fraga disse que além da pendência com a Receita Federal, a privatização do banco depende ainda da negociação dos títulos com a prefeitura de São Paulo, que está em andamento. Assim que esses aspectos forem resolvidos, o banco estará pronto para ser vendido, disse Fraga. O presidente do BC admitiu, no entanto, que poderá haver questionamentos legais sobre a decisão anunciada ontem pela Receita. Ele disse aceitar a decisão, ponderando que a Receita tem seus critérios e regras. Sobre a declaração dada ontem pelo diretor de Reestruturação dos Bancos Estaduais do BC, Carlos Eduardo de Freitas, de que haveria a possibilidade de uma solução política que anulasse a decisão da Receita, Fraga disse que não conversou com o diretor, mas entende que ele se referia a um contexto mais amplo, envolvendo uma solução para o atual impasse com a prefeitura de São Paulo. Fraga recebeu hoje de manhã o prêmio Eugênio Gudin, da Academia Brasileira de Direito e Economia.

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