Brasília, 18 (AE) - O presidente do Banco Central (BC), Armínio Fraga Neto, encaminhou na quinta-feira (14) uma carta à bancada mineira no Congresso, em que explica as declarações feitas em Nova York sobre investimentos externos em Minas Gerais. Na carta, ele diz: "Em nenhum momento, pretendi atingir o Estado de Minas Gerais, cuja importância no cenário nacional é inquestionável, nem a seu povo." Fraga Neto afirma que procurou
em vez disso, defender os interesses do País junto à platéia de investidores estrangeiros, e que cumpriu uma missão que lhe é "inalienável" como servidor público. Na carta, ele diz ainda que a decisão do governador Itamar Franco (PMDB) de não cumprir o acordo de acionistas da Cemig poderá gerar consequências em outros Estados e municípios, "à medida que serão prejudicados com o encarecimento ou até mesmo afastamento de investimentos tão essenciais". "Se houve alguma repercussão (do discurso em Nova York ), certamente terá sido positiva, pois deixei claro que o governo do presidente Fernando Henrique não defende moratórias nem rompimento de contratos", afirmou. Ele lembra, por fim, que as declarações não mereceram registro específico na imprensa internacional. "O mesmo não ocorreu, contudo, com a moratória de Minas Gerais em janeiro último, evento que contribuiu para agravar o já difícil quadro da economia brasileira naquele instante, com alto custo para o País como um todo, e também a ação recente do governador", diz a carta endereçada aos deputados de Minas Gerais.

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