Fraga e Alvarez depõem a partir das 10h na CPI dos Bancos
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quarta-feira, 14 de abril de 1999
por José Ramos e Nelson Breve 
Brasília, 15 (AE)- A CPI do Sistema Financeiro no Senado começa a ouvir hoje, às 10 horas, os dois primeiros convocados de uma lista que, de acordo com os requerimentos dos senadores aprovados ontem, já conta com mais de 40 nomes: o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, e o diretor de Fiscalização do BC, Luiz Carlos Alvarez. A lista poderá crescer sensivelmente com a convocação, já definida, dos administradores de todos os bancos estrangeiros em operação no Brasil.
Fraga e Alvarez devem prestar os esclarecimentos sobre o inquérito administrativo aberto no Banco Central para investigar as operações realizadas pelo BC para socorrer os bancos Marka e Fonte-Cindam, que tiveram prejuízos com a maxidesvalorização cambial. Os dois deverão ser questionados sobre as denúncias de vazamento de informações privilegiadas por funcionários do Banco Central e de remessa irregular de US$ 400 milhões por intermédio do Fundo de Investimento do Exterior (Fiex), o prejuízo de clientes e aplicadores dos bancos em razão da maxidesvalorização
as denúncias de sonegação de impostos e "lucros exorbitantes" dos bancos estrangeiros e a estabilidade do Sistema Financeiro após o Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (Proer).
Em razão da abrangência de fatos determinados que a Comissão decidiu investigar, a perspectiva é que os dois voltem a ser interrogados pelos senadores outras vezes. Dificilmente o Banco Central apresentará hoje as respostas, por exemplo, às questões surgidas com a denúncia da revista Veja no último fim de semana, no qual levanta-se a suspeita da existência de um informante no Banco Central a serviço de bancos privados. Os senadores também deverão levantar muitas perguntas a serem respondidas futuramente, depois de analisa r as pilhas de documentos que estão sendo requeridas junto ao próprio Banco Central e à Bolsa de Mercadoria e Futuros (BM&F). As datas dos depoimentos dos demais convocados serão fixadas futuramente pela CPI.
Lista -As instituições citadas pela CPI do Sistema Financeiro poderão ser representadas por mais de um dirigente, o que deverá elevar o número de depoentes. A lista dos representantes dos bancos, inclusive os estrangeiros, será feita com base no cadastro que será fornecido pelo Banco Central.
Eis a lista inicial das pessoas que tiveram sua convocação aprovada pela CPI do Sistema Financeiro em sua sessão de ontem: Andrea Calabi, presidente do Banco do Brasil, para falar sobre empréstimos à Encol; Armínio Fraga, presidente do Banco Central, sobre socorro do BC aos bancos Marka e Fonte-Cindam, Lucros exorbitantes dos bancos estrangeiros, estabilidade do sistema financeiro pós-Proer; Banco BBM Administradores e controladores, sobre vazamento de informações; Banco Boavista, administradores e controladores, sobre prejuízos dos clientes com a maxi; Banco Créd it Suisse First Boston, administradores e controladores, sobre sonegação de impostos por bancos estrangeiros; Banco de Boston, administradores e controladores, vazamento de informações; Banco Garantia, administradores e controladores, vazamento de informações; Banco ING, administradores e controladores, vazamento de informações; Banco JP Morgan, administradores e controladores, sonegação de impostos por bancos estrangeiros Banco Matriz, administradores e controladores, sobre vazamento de informações; Banco Morgan, administradores e controladores, vazamento de informações; Banco Pactual, administradores e controladores, vazamento de informações; Banco Real, administradores e controladores, vazamento de informações; Bancos Estrangeiros, administradores dos bancos que atuam no País, sobre lucros exorbitantes de bancos estrangeiros; Carlos Gilberto Caetano, diretor de Finanças e de Relaçõe s com o Mercado do Banco do Brasil, empréstimos à Encol; Citibank, administradores e controladores, vazamento de informações, sonegação de impostos por bancos estrangeiros; Claudio Ness Mauch, ex-diretor de Fiscalização do Banco Central, sobre socorro do BC aos bancos Marka e Fonte- Cindam, remessa irregular pelo Fiex, sonegação de impostos por bancos estrangeiros; Crédit Commercial de France, administradores e controladores, sonegação de impostos por bancos estrangeiros; Deutsche Bank, administradores e controladores, sonegação de impostos por bancos estrangeiros; Edson Soares Ferreira, diretor de Crédito e Seguridade do Banco do Brasil, empréstimos à Encol; Eduardo Marco Modiano, sócio do Fonte-Cindam, socorro do BC aos bancos Marka e Fonte-Cindam; Everardo Maciel, secretário da Receita Federal, sobre sonegação de impostos por bancos estrangeiros; Fernando Cesar de Carvalho, sócio do Fonte Cindam, socorro do BC aos bancos Marka e Fonte Cindam; Francisco de Assis Moura de Melo, diretor do Marka Nikko Asset Management, socorro do BC aos bancos Marka e Fonte- Cindam; Francisco Lafayete de Pádua Lopes, ex-presidente do BC, socorro do BC aos bancos Marka e Fonte-Cindam, vazamento de informações, remessa irregular pelo Fiex; Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central, lucros exorbitantes de bancos estrangeiros, estabilidade do sistema financeiro pós-Proer; Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central, lucros exorbitantes de bancos estrangeiros, estabilidade do sistema financeiro pós-Proer; Jair Bilachi, ex-presidente da Previ, empréstimos à Encol; Jorge Simino, diretor do Unibanco, prejuízos dos clientes com a maxi; José Ramon P. Barreto, diretor da Theca corretora de CTVM, socorro do BC aos bancos Marka e Fonte Cindam; Luiz Antônio Gonçalves, presidente do Fonte Cindam socorro do BC aos bancos Marka e Fonte Cindam; Luiz Carlos Alvarez, diretor de Fiscalização do Bacen, socorro do BC aos bancos Marka e Fonte Cindam, vazamento de informações, prejuízos dos clientes com a maxi, remessa irregular pelo Fiex, sonegação de impostos por bancos estrangeiros; Luiz Eduardo Fernandes, presidente da Associação dos Clientes Lesados do Marka Nikko, socorro do BC aos bancos Marka e Fonte Cindam , prejuízos dos clientes com a maxi; Manoel Felix Cintra Neto presidente da BM&F, socorro do BC aos bancos Marka e Fonte Cindam, vazamento de informações; Manoel Pinto, ex-superintendente do Banco do Brasil no Distrito Federal, empréstimos à Encol; Michel Zieminski, aplicador do Unibanco (Fundo Hedge DI Premium), prejuízos dos clientes com a maxi; Nelson Pessuto, presidente do Sindifisco, sonegação de impostos por bancos estrangeiros; Ney Castro Alves, vice-presidente da BM&F e presidente da Theca corretora de CTVM, socorro do BC aos bancos Marka e Fonte Cindam, vazamento de informações; Paulo César Ferreira Ximenes, ex-presidente do Banco do Brasil, empréstimos à Encol; Paulo Roberto Garbato, superintendente da BM&F, socorro do BC aos bancos Marka e Fonte-Cindam, vazamento de informações; Roberto Steinfeld, sócio do Fonte-Cindam, socorro do BC aos bancos Marka e Fonte Cindam; Rubens Novaes, consultor, socorro do BC aos bancos Marka e Fonte Cindam; Salvatore Alberto Cacciola, presidente do Marka, socorro do BC aos bancos Marka e Fonte-Cindam, vazamento de informações; Unibanco, adminstradores e controladores, prejuízos dos clientes com a maxi.


