Fraga diz que não há razão para Copom aumentar juros
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quinta-feira, 09 de dezembro de 1999
Por Tatiana Bautzer 
São Paulo, 09 (AE) - O presidente do Banco Central (BC), Armínio Fraga, disse hoje que o alto índice de inflação medida pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM), de 1,28%, era esperado e os dados de inflação divulgados até agora são insuficientes para que o Comitê de Política Monetária (Copom) decida elevar os juros na reunião de quarta-feira. O BC, segundo ele, vai avaliar os últimos dados para decidir sobre os juros. E grande a expectativa no mercado financeiro em relação a essa reunião do Copom.
Sobre a criação de índices de inflação expurgados, que excluam preços influenciados por sazonalidade, Fraga disse que os índices estão sendo elaborados, mas não devem ser adotados como metas antes de 2003. Até lá, o IPC-A continua sendo usado. Armínio Fraga esteve em São Paulo para receber homenagem do Instituto Brasileiro dos Executivos de Finanças (Ibef).
Fraga evitou comentar o relatório do Banco Mundial (Bird) que previu crescimento de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no próximo ano. Mas, em duas palestras, confirmou a expectativa oficial de crescimento de 4%.
FMI - Fraga disse que na mudança no acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), de retirada do critério de crédito doméstico líquido, CDL (calculado pela base monetária menos reservas internacionais), o governo brasileiro não está pedindo a extinção do critério de piso para as reservas internacionais. Isso não seria aceito pelos credores, disse Fraga. Entretanto, o piso é flexível e pode ser reduzido se o Brasil estiver cumprindo o acordo. Fraga explicou ainda que está em discussão inicial com o FMI a criação de um critério novo para o acordo, que incorpore indicadores antecedentes.
Sobre a reforma tributária, o presidente do BC disse esperar que a CPMF se torne um imposto permanente com uma "alíquota bem baixinha", em torno de 0,1%.


