Brasília, 15 (AE) - O presidente do Banco Central (BC), Armínio Fraga, afirmou há pouco que a instituição não teve "e nem tem" nenhum interesse de proteger o Banco Marka. Ele lembrou aos senadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bancos que, após honrar os compromissos do Marka no mercado futuro, o BC tratou de zerar o patrimônio do banco e ainda dar início a um processo de autoliquidação do banco. Fraga disse que
no período entre a indicação dele para o cargo e a sabatina no Senado, recebeu um telefonema do ex-controlador do Banco Marka Salvatore Cacciola. Fraga, no entanto, disse não ter retornado o telefonema e que, por conta disso, não soube o que Cacciola queria tratar. O presidente do BC disse que recebeu ainda um telefonema do FonteCindam, que ele também não retornou. O diretor de Fiscalização do BC, Luiz Carlos Alvarez, disse que após a indicação para a diretoria da instituição, falou duas vezes com Cacciola, por telefone, só para ouvir esclarecimentos por parte do ex-controlador do Marka de que ele não estava criticando o BC, como foi noticiado na imprensa. Alvarez disse também que teve um encontro pessoal com Cacciola, antes de ser indicado para a diretoria, quando apenas ouviu do ex-dirigente do Marka as posições dele a respeito de problemas que estavam vindo a tona.

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