Para os comerciantes varejistas da 43 Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, a esperança é de que os negócios melhorem durante os próximos dias. Os três primeiros dias da feira não agradaram os expositores que ainda esperam um movimento maior. Eles acreditam que a falta de atrações artísticas e as condições financeiras dos visitantes sejam as principais causas do pouco movimento no início do evento.
''A maioria das pessoas ainda não recebeu o salário'', lembrou o expositor Álvaro Bonissoni, que veio de Balneário Camboriú (SC). Ele montou um estande de óculos de sol e tem a expectativa de comercializar cerca de 600 unidades até o final da feira. ''Este ano os negócios começaram meio devagar'', lamentou Bonissoni. Este é o sexto ano consecutivo que ele está expondo e tem boas lembranças das feiras passadas. ''O ritmo está devagar, espero que a situação mude a partir de hoje'', comentou.
Para o representante de uma loja de roupas de couro, Sandro Marcos de Oliveira, a situação não é muito diferente. Todos os anos ele monta um estande e sempre realiza bons negócios. ''A expectativa era boa, mas agora com o pouco movimento vai ser difícil alcançar a meta'', destacou. Oliveira pretende comercializar cerca de 150 peças de couro. Ele ainda comentou que a falta de público pode ser pelos poucos shows que tiveram até agora: a atração de destaque foi a cantora baiana Ivete Sangalo, na quinta-feira.
O gerente da Londrináutica, Odair Delefrati, também afirmou que os negócios no início da exposição foram fracos. A empresa é representante da marca Yamaha, no setor de barcos e lanchas. Delfrati comentou que alguns negócios já foram feitos, mas espera que o movimento melhore no decorrer da semana.
No setor de automóveis, a situação parece que anda um pouco melhor. O gerente da concessionária Valence, revendedora da marca Citroen, Carlos Picchi, comentou que as expectativas são boas. Apesar do pouco movimento dos primeiros dias, três veículos já estavam sendo negociados. ''Às vezes a gente começa o negócio aqui na feira e termina na própria concessionária'', revelou Picchi.
Os leiloeiros também esperam realizar bons negócios na exposição. Um dos diretores da Rural Bussines, Elton Aparecido Baccarin, ressaltou que este ano vai ter um aumento dos negócios nos leilões, só não pode afirmar qual será o valor. Um dos motivos, segundo ele, são o aumento das agendas este ano serão realizados oito leilões a mais do que o ano passado.

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