Fracasso de sonda põe Nasa sob pressão
Washington, 07 (AE-ANSA) - O fracasso triplo da Nasa na última rodada de exploração de Marte, reconhecido hoje pela própria agência, põe os dirigentes e o método de gestão de recursos da estatal americana no banco dos réus.
A incapacidade da sonda Mars Polar Lander e das mini-sondas Deep Space 2 - que chegaram a Marte na última sexta-feira - de responder aos comandos da Terra se somam à destruição do satélite Mars Climate Orbiter, perdido em setembro por um erro de cálculo.
Somados, os três fracassos representam a perda de US$ 300 milhões. A Nasa iniciou uma investigação dupla para procurar as causas da falha. Enquanto, na Terra, os técnicos revisarão todo o processo de construção do aparelho, em Marte o satélite Mars Global Surveyor tentará fotografar o local onde a Polar Lander deveria ter descido. Mas é possível que as causas da falha da sonda permaneçam um mistério.
O fracasso põe em dúvida a estratégia da Nasa de estudar Marte com missões "baratas e frequentes". A idéia parecia vitoriosa quando, em 1998, o robô Sojourner pousou em segurança no planeta vermelho, transmitindo fotos para a Terra. A idéia da Nasa era enviar missões a Marte a cada 26 meses, quando a posição relativa dos dois planetas é mais propícia.
Agora, a sequência do projeto, prevista para 2001, terá que ser revista. Críticos da Nasa no Congresso americano devem reforçar suas críticas, e talvez haja mudanças no comando e na forma de administração da estatal.
Ironicamente, ao mesmo tempo em que a missão a Marte dava sinais de ter terminado antes mesmo de começar, outra sonda da Nasa - a Galileu, enviada a Júpiter - comemorava uma sobrevivência inesperada. No último dia cinco de dezembro, domingo, a Galileu completou quatro anos em atividade, sendo que sua vida útil havia sido estimada, originalmente, em apenas dois anos.





